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Por Silvana Mello*

Cada vez mais nos deparamos com uma diversidade de demandas de coaching no cenário corporativo, uma realidade bastante próspera para este mercado.

As modalidades são das mais diferenciadas e inovadoras: coaching voltado para a adequação a algum tipo de mudança, melhoria de desempenho, desenvolvimento de uma ou algumas competências específicas, coaching de carreira e até coaching de aposentadoria. O coaching de time, técnica mais difundida e estruturada em outros países, também está sendo uma modalidade procurada pelas organizações mais avançadas em termos de desenvolvimento.

As necessidades também transcendem os públicos mais clássicos, os denominados executivos em posições de liderança. A busca pelo coaching tem sido crescente para jovens talentos, seja para auxiliá-los na adaptação ao mundo corporativo, ajudando-os no entendimento dos diversos códigos, nem sempre tão explícitos a olhos nus, até o desenvolvimento de competências fundamentais para obtenção do crescimento dentro da empresa. Há, inclusive, debates recentes na famosa escola de negócios Harvard, com repercussão global, sobre possíveis alterações na estrutura curricular atual, já que os programas de MBA não dão conta de desenvolver as necessidades de inteligência emocional requeridas pelas organizações e exponencialmente demandante nas posições mais elevadas.

O público de maior senioridade, que está saindo das organizações, também merece atenção e respeito, pois, para ele, há uma segunda ou terceira carreira a ser pensada e construída. O executivo de 60 anos ou mais não quer só trabalhar; quer se reinventar e ressignificar a sua missão e história de vida. É crescente a busca por programas de coaching de aposentadoria não só para executivos que estão se aposentando, mas também para profissionais que estão mudando sua relação com a organização.

Para dar conta de tantas variáveis, a combinação de metodologias tem sido uma realidade constante. Crescem os programas de coaching com metodologias de aplicação em grupo, por Skype, círculos de chamadas telefônicas, e-learning antes durante e após os programas. Vale ressaltar que este mix em muito enriquece os modelos clássicos de aprendizagem, favorecendo públicos de novas gerações que cresceram em um mundo digital; em contrapartida, desafia o “mindset” dos profissionais mais experientes.

Finalmente, driblar os limites geográficos é mais que uma necessidade – é uma condição estabelecida pelo mercado, tanto para empresas de origem nacional como estrangeira. Crescem os processos de coaching que atravessam fronteiras locais. Este aspecto revela uma preocupação dos executivos de recursos humanos em aplicar programas que tenham escalabilidade global, um padrão de linguagem universal e uma consistência técnica que traga resultados para as pessoas e organizações.

Nesta onda cheia de prosperidade, vale lembrar que coaching é um processo de desenvolvimento e, como todo processo, implica lidar com o aspecto atemporal e individual inerente a todo ser humano, pois nem todas as pessoas são capazes de realizar mudanças na mesma intensidade e velocidade. Como disse Erich Fromm em seu livro A arte de Amar: “Aquele que imagina que todos os frutos amadurecem ao mesmo tempo, como as cerejas, nada sabe a respeito das uvas.”

(*) É head of coaching practice na Lee Hecht Harrison | DBM e coach certificada pela Universidade de Columbia.

Fonte: http://revistavocerh.abril.com.br.

“É melhor estar preparado para uma oportunidade e não ter nenhuma, do que ter uma oportunidade e não estar preparado.”

Whitney Young Jr.

Jovem aprendiz deve ser respeitado e receber atividades de acordo com o seu grau de conhecimento.

Por Eliane Quinalia*

Primeiro dia de trabalho: o estagiário mal cruza a porta da empresa e sua vontade já é de despejar nele todos os serviços que se encontram parados há dias em sua mesa. A ideia até seria promissora e resolveria muitos problemas, se não fosse por um pequeno detalhe: ele ainda não tem bagagem o suficiente para realizar todas as tarefas que você gostaria.

Pois é, tem gente te esquece, mas estagiários são apenas jovens profissionais que acabaram de ingressar no mercado de trabalho e, como tais, precisam aprender primeiro.

“O estágio é uma atividade educacional e não laboral. O jovem ainda está aprendendo e por isso precisa ser orientado por seus superiores sobre o que deve ser feito”, diz o superintendente de operações do CIEE (Centro de Integração Empresa-Escola), Eduardo de Oliveira.

O erro das empresas
Mas será que todos tem a real noção de como delegar atividades para estes profissionais? De acordo com o analista de Treinamento do Nube, Henrique Ohl, não. “Eu já vi empresas que permitiam que os estagiários decidissem as compras sem fornecer aos jovens o menor preparo para isso”, diz.

Segundo ele, muitas companhias erram feio ao querer que um aprendiz assuma a posição de um celetista. “Ao exigir atividades que não são compatíveis com o cargo dele, o empregador massacra o jovem profissional”, avalia Ohl.

Com isso, os resultados não poderiam ser mais desastrosos: além do profissional se desmotivar com sua funções, a companhia ainda pode sofrer as consequências de possíveis erros operacionais.

Faça direito!
Uma boa dica para quem deseja começar essa nova relação com o pé direito, é prestar atenção à forma como as tarefas são delegadas. O ideal, segundo especialistas, é que as atividades sejam repassadas de forma gradual e crescente, na medida em que o estagiário evolui na empresa.

“As tarefas devem ser de complexidade crescente. Ou seja, o contratante deve passar primeiro as ações mais simples e depois as mais difíceis. Desta forma, o estagiário poderá agregar conhecimento e aprender como funcionam os processos da organização”, diz Oliveira.

E nada de repassar as coisas mais chatas que se encontram sobre sua mesa. “Burocrático é diferente daquilo que eu não quero fazer, assim como também é diferente de trabalho chato. O fato dele ser estagiário não significa que o mesmo esteja na empresa para realizar o que ninguém mais quer fazer”, diz Ohl.

Segundo ele, o ideal nesses casos é que apenas as atividades coerentes com o grau de conhecimento do jovem aprendiz sejam repassadas para ele. “Ele nunca trabalhou e, por isso, não deve ser sobrecarregado”, completa.

Invista
Diferente do passado, quando os estagiários eram contratados para suprir áreas por serem considerados a mão de obra mais barata do mercado, hoje, tais profissionais são apreciados pelas empresas por outro motivo.

“Os executivos não têm mais aquela visão de que um estagiário é alguém que está na empresa por um período temporário. Agora, eles investem nesses jovens, pois esperam que em alguns anos os mesmos venham a fazer parte da companhia”, conta o analista de Treinamento do Nube.

E os benefícios dessa visão são claros: a geração de jovens costuma contribuir com novas ideias e soluções que fazem a diferença em uma organização. “Eles trazem mais produtividade para as empresas”, explica Ohl.

Brincadeiras à parte
Contudo, se sua intenção for realmente desfrutar do melhor que estes talentos têm à oferecer, lembre-se: as brincadeiras devem ser feitas com cuidado.

Isso mesmo! Nada de piadinhas ou da famosa frase: “tinha que ser o estagiário!”. De acordo com os especialistas, comentários desse tipo apenas contribuem para o baixo desempenho do aprendiz. “Não façam piadas. A produtividade das pessoas está ligada a motivação e, se as piadinhas incomodarem, os números da empresa e a produtividade de tal talento certamente serão comprometidos”, alerta Ohl.

(*) É colaboradora da InfoMoney.

Fonte: InfoMoney.

Hoje, as empresas procuram por pessoas com o perfil de um Líder Constelação, ou seja, alguém capaz de oferecer a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo.

Por Eduardo Shinyashiki*

Por muito tempo os sistemas de liderança nas empresas eram vistos como caminhos a serem percorridos de forma solitária e o segredo para alcançar o sucesso esteve em uma postura individualista. Geralmente, as tarefas mais importantes ficavam concentradas em uma pessoa, como se ela fosse considerada a estrela central da companhia, um Líder Sol, o único com espaço para brilhar e receber os méritos pelos resultados obtidos. No entanto, ao assumir essa postura, o profissional se depara com o risco de seguir por uma trajetória sofrida e sem a produtividade necessária. Esse foi um dos fatores que fizeram com que as organizações passassem a adotar novas práticas de gestão e o trabalho em equipe ganhou muito mais valor.

Hoje, as empresas procuram por pessoas com o perfil de um Líder Constelação, ou seja, alguém capaz de oferecer a oportunidade para todos brilharem e se realizarem dentro do ambiente corporativo. Ao assumir o cargo, ele faz muito mais do que comandar a empresa, ele convida todos que estão ao seu redor para crescerem junto com ele. Isso permite que cada funcionário enxergue a sua real importância dentro da empresa e atue de forma alinhada aos seus princípios. O papel daquele que está no topo não é ser o único responsável pelos resultados, mas, sim, ter a capacidade de identificar as qualidades de seus profissionais e conseguir delegar as tarefas de acordo com o perfil de cada um, sempre com respeito e sensibilidade.

Foco no planejamento

Muito mais que um líder, é preciso ser um gerador de resultados, uma figura agregadora e estar atento ao ambiente criado para conseguir alcançar os objetivos. Além de traçar as metas, é necessário fazer uma análise dos cenários em que a empresa está inserida e propor que todos trabalhem em busca de resultados dentro da realidade.

Também é bom lembrar que existe uma grande diferença entre autoridade e poder. O autoritário é aquele que recebe da empresa a permissão para mandar nos funcionários, situação que pode mexer com o ego e a vaidade das pessoas. Já o poder surge por meio do reconhecimento pelo trabalho realizado e são os gestos de simplicidade que o evidenciam. O verdadeiro papel do líder é conseguir criar estímulos que possam modificar a vida dos profissionais que compõem a sua equipe. Aliás, uma das passagens do filme “Homem Aranha” expõe claramente essa ideia: “grandes poderes surgem com grandes responsabilidades”. Ou seja, a grandiosidade não aparece na vaidade, mas sim na ação das pessoas.

Mais do que um cargo, a liderança precisa ser vista de forma mais ampla e tem que ser exercida todos os dias, seja chamando para nós a responsabilidade pelo êxito, da empresa e daqueles que estão ao nosso redor, ou propondo novas dinâmicas que contribuirão com o sucesso da equipe. Desta forma, teremos condições de alcançar os resultados através de decisões tomadas com o pensamento no coletivo e não apenas no benefício próprio.

(*) É palestrante, consultor organizacional, escritor e especialista em desenvolvimento das competências de liderança e preparação de equipes.

Fonte: Portal Administradores.

Especialista dá dicas de como aproveitar os momentos de lazer para se tornar um profissional melhor.

Por Viviam Klanfer Nunes*

No horário de lazer, a recomendação dos especialistas em desenvolvimento de carreira é que o profissional aproveite o tempo, mesmo que seja bastante limitado, para relaxar e se desligar do trabalho. Isso permite recarregar as energias para voltar a ativa ainda mais disposto e cheio de ideias.

Mas, apesar de ser intitulado como horário de lazer, você sabia que é possível aproveitar esse momento combinando o descanso com o aprimoramento de competências? É o famoso ócio criativo.

As pessoas acreditam que só é possível se desenvolver no ambiente corporativo, e que o lazer não traz retorno nenhum em termos de aperfeiçoamento profissional, segundo explica o professor de psicologia aplicada do Insper, Armando Ribeiro. Grande erro. O momento de lazer deve ser encarado como um tempo para “brincar com as competências”, diz o professor.

Erre o quanto quiser

É lá que você pode exercitar a competência que quiser e com uma grande vantagem: você pode errar, sem medo. O momento de lazer é um período informal, no qual você não tem nenhuma pressão ou obrigação, já que não está no trabalho.

Um simples jogo de futebol pode ser encarado como uma verdadeira escola. Você pode treinar ser um líder, pode ser o organizador, trabalhando várias competências de uma só vez. Você pode exercitar sua habilidade de lidar com a frustração e com pessoas que não mostram comprometimento.

Mas a grande dica para fazer do lazer um momento de aprendizado e aprimoramento, é saber o que você quer – e precisa – aprimorar. Já ouviu aquela frase: “se você não sabe para aonde quer ir, qualquer lugar serve”? Pois bem. Se você não identificou suas falhas e não sabe quais habilidades e competência precisa desenvolver, a estratégia de aproveitar o lazer para isso perde totalmente a eficácia.

Quem é você e o que você quer?

O que aprimorar, então? Algo que todos os profissionais devem considerar é o autoconhecimento. Nos horários de lazer, portanto, que tal fazer terapia? O professor explica que não é preciso adoecer ou passar por alguma situação difícil na vida para procurar um terapeuta. Esse profissional pode ajudá-lo a se conhecer melhor, ou seja, entender quais são suas fraquezas e seus pontos fortes.

O coach também pode te ajudar no processo de autoconhecimento. À medida que você se conhecer melhor, fica mais fácil se desenvolver. De todo modo, usar o momento de lazer para fazer um mergulho dentro de você mesmo, pode trazer muitos resultados positivos. Quem sabe você não descobre que está estagnado na carreira porque não está na profissão certa?

Desenvolvendo as competências

Quando você já sabe o que precisa desenvolver, é hora da ação. Liderança, por exemplo, é uma das competências mais exigidas pelas organizações nos dias atuais. Então, quando for reunir os amigos para um jogo de futebol ou uma partida de pôquer, faça isso pensando em como você pode ser o líder.

“Os jogos podem ser encarados muito mais do que simples jogos”, diz Ribeiro. “Você pode transformar essa atividade em uma oportunidade de exercitar a liderança, organizar o encontro e motivar as pessoas”, sugere o professor. Lembrando que você pode errar e que não há nenhuma pressão para mostrar resultados e números, algo tão normal no ambiente de trabalho.

Trabalhando em equipe com a família

Em casa, no ambiente familiar, você também tem uma grande oportunidade de aperfeiçoar suas habilidades de trabalhar em equipe. Sua família, mais do que esposa, filhos, cunhados e sogros, também é um time. É possível criar situações em que você não se coloca no papel de pai – ou mãe – que manda em casa, mas que influencia as pessoas através de bons argumentos.

“Em casa, com os filhos, o cara pode debater assuntos veiculados recentemente pela mídia. Nessa ocasião, ele trabalha sua capacidade de argumentar, e sua habilidade de se comunicar e expressar ideias”, explica o professor. Ao defender opiniões e – principalmente – aceitar as ideias dos outros, você se torna uma pessoa mais flexível, outra habilidade exigida pelas empresas.

O professor destaca essa relação entre família e trabalho. Cada pessoa é uma só, e não pode se comportar de uma forma no trabalho e de outra em casa. “Quando a pessoa é uma coisa no trabalho e outra em casa, isso gera muito estresse”, diz o psicólogo. O estresse acontece, basicamente, pois quanto mais papéis temos que entrar, mais desgaste isso gera.

Trabalho voluntário

O professor também lembra do trabalho voluntário, que é a união de diversas coisas: comprometimento social, lazer e momento para aprimorar, novamente, suas competências.

O objetivo desse trabalho não é a renda, mas sim aprender a se comunicar com pessoas diferentes e assumir papéis que você não assume no trabalho. “Um diretor de uma empresa, pode ser subordinado de alguém em um trabalho voluntário”, diz o professor. Trocar de papéis pode agregar bastante para quem sabe tirar proveito dessa oportunidade.

(*) É jornalista na Infomoney.

Fonte: Infomoney.

“Um ponto muito importante que procuro trabalhar com todo mundo é a ação. Aquilo que você faz tem de ser absolutamente consistente com o que você fala.”

Roberto Setubal, presidente do Itaú