Archives For administração

A Administração não é uma disciplina puramente mercadológica. Deve ser uma filosofia de vida nos âmbitos pessoal e social. Quão bem você administra as múltiplas áreas da sua existência?

Por Miguel R. Olivas*

Você escolheu ser administrador. Parabéns! Em artigos e reportagens anteriores, você já deve ter lido que a Administração é a área que mais forma profissionais no Brasil, o que pode nos dar a tranquilidade de não estarmos sós. Na verdade, alguns diriam que temos companhia demais.

Também deve saber da grande variedade de escolas e da qualidade oferecida pelas instituições e seus professores. Isso poderia incomodá-lo, fazê-lo sentir que seu futuro profissional será muito disputado. Mas não se preocupe: não existe formação profissional perfeita e qualquer decisão de carreira que tomemos sempre terá algum lado negativo. Para mim, a pergunta mais importante não é se fiz a melhor escolha, mas quão bem a coloco em prática.

Dois princípios que uso para otimizar a aplicação do material nos cursos de Administração que ofereço em graduações e mestrados são o equilíbrio e os “círculos concêntricos”. Ao falar de equilíbrio, quero dizer, essencialmente, que todos os nossos interesses devem estar harmonizados, sem contradições internas ou proporções inadequadas. Já com o princípio de “círculos concêntricos”, quero dizer que necessitamos estar assegurados de que essa harmonia interna transcenda as áreas interpessoal, social e assim sucessivamente.

O primeiro princípio é simples: no âmbito pessoal, nossa vida é composta de áreas importantes como a espiritual, a intelectual, a física, a artística, a econômica etc. É muito fácil descuidar de algumas dessas áreas ao longo da vida. Porém, de que nos serve ter sucesso economicamente se não temos saúde? Ou, então, dedicar uma grande parte do nosso tempo ao intelectual, mas não desenvolvermos nossas capacidades artísticas? Minha sugestão é balancear todos esses aspectos importantes de nossas vidas para nos ajudar a viver com maior plenitude e afetar positivamente as pessoas que nos rodeiam. Conceitos como realização profissional, compromisso organizacional e participação são mais facilmente observados em pessoas que buscam ativamente um equilíbrio em sua vida pessoal.

É verdade que, em algumas ocasiões, temos que dar prioridade a certas áreas. Por exemplo, é importante focar-se nos estudos durante os anos de preparação profissional. Obter boas notas nos abre portas, como fazer uma pós-graduação, conseguir bolsas ou ingressar em empresas interessadas em atrair profissionais de alto valor. Mas também é crucial não descuidar da nossa saúde – mediante uma boa alimentação e exercícios físicos adequados – nem do espiritual, através de preparação, meditação e apreciação das artes.

O segundo princípio se refere a levar esse equilíbrio às áreas interpessoal e social. À medida que as relações com o cônjuge, a família, o grupo de trabalho, a comunidade – os círculos concêntricos que rodeiam nossa individualidade – tenham prioridades adequadas, nossas vidas e as dos que nos cercam serão mais ricas e estarão cheias de satisfação e sucesso.

Quais as consequências da falta de equilíbrio pessoal quando isso acontece de maneira sistêmica ou em grande escala? Basta recordar o que iniciou a crise econômica nos Estados Unidos em 2008. Compradores de casas se endividaram muito mais do que podiam pagar, por conta dos créditos bancários disponíveis para quem quisesse aceitá-los.

Qualquer pessoa, sem importar sua escola ou seus professores, pode aplicar esses princípios em sua vida pessoal e profissional. Afinal de contas, estudamos para alcançarmos melhores níveis profissionais porque queremos ser felizes em nossas vidas pessoais, fazendo também felizes os que nos cercam. À medida que conseguirmos administrar esse equilíbrio, seremos os melhores administradores possíveis.

(*) É professor de Ciências Administrativas na Universidade Clarion de Pennsylvania (EUA). Suas pesquisas têm sido apresentadas em quatro continentes e três idiomas. É editor-chefe do “Business Journal of Hispanic Research” e editor da série de livros “Advanced Series in Management”.

Fonte: Portal Administradores.

Eu não posso esquecer: é preciso lembrar sempre dos “porquês” para poder suportar todos os “comos”, por mais difíceis que eles sejam!

Há momentos que é necessário parar para pensar se todo o esforço vale, realmente, a pena! Antes que seja tarde… e a vida passe!

Sucesso depende de vários fatores. Conteúdo você tem ou não tem. Simples assim!

Esse negócio de diferenciar administração de gestão é coisa de teórico que nunca teve sucesso ao comandar uma organização vencedora!

Há muitos lobos em pele de cordeiro, assim como falsos fiéis em todas as religiões! Zeca Diabo também se benzia!

by Albírio Gonçalves.

Nem sempre o caminho a seguir é claro, mas para encontrar a ordem em meio ao caos, é preciso perceber o que não é visível.

Administrar bem, gerindo com eficácia uma empresa, é o básico do essencial. Muitas vezes, o que uma empresa precisa é de cuidado!

Como é que eu jogo o jogo? Eis uma pergunta que precisa ser respondida antes de entrar no campo… de jogo, de batalha, de trabalho!

by Albírio Gonçalves.

Professores da área de Administração e Negócios recomendam as obras que consideram indispensáveis para os profissionais que ocupam cargos de gerência.

Por Mariana Osório*

“O cinema é a arte do século XX e a Administração a disciplina. Ambos têm feito uma aliança para mostrar o empresário ou o administrador ao mundo”. Assim define María Elena Carballo, ex-ministra da Cultura da Costa Rica e professora do Incae Business School, a relação entre o cinema e a Administração de Empresas.

Carballo explica que a sétima arte tem se interessado desde o início do século pelas figuras do empresário e do administrador, e as mostra para prover um campo de análise. E, na maioria das vezes, o faz de uma forma crítica, para que possamos estudar seu comportamento.

“Na vida real, não se pode fechar as pessoas em um globo para experimentar como em “O show de Truman”, porque é antiético, mas você pode estudar sua acção com antecedência e, em seguida, traduzi-lo em uma obra, quer seja no cinema ou na literatura”, disse Carballo.

Um dos ensinamentos que há no cinema, explica a acadêmica, é que ele mostra as múltiplas dimensões de quem tomas as decisões. “É a grande diferença que tem com os estudos de caso, onde você vê os resultados das empresas e do gerente em uma única dimensão. No cinema você vê sua vida íntima, como se esforçam para fazer sua empresa prosperar, mas também como traem, enfurecem-se, algo que se aproxima muito mais dos seres humanos”, afirma.

Para ela, isso é o que interessa conhecer nas escolas de negócios, e explica também que se abordam constantemente os temas que estão por trás do sucesso, como a solidão.

“Quando uma família faz uma homenagem ao empresário latino-americano o pinta como um santo, e isso o distancia totalmente da realidade. Em geral, eles são pessoas com as mesmas falhas que temos todos, e isso é o interessante, seus problemas, seus erros, e como chegam a formar grandes conglomerados empresariais lidando com isso”, explica a professora.

Nos Estados Unidos, aponta a ex-ministra, é muito mais fácil abordar esses temas no cinema, porque eles conseguem ver como heróis personagens como Bill Gates. Na América Latina, se exalta mais o herói militar ou o religioso. “Nós praticamente não temos filmes sobre administradores, porque se tende a pensar que são pessoas pouco interessantes ou desonestas, e esse mito tem que ser mudado ensinando as pessoas histórias de empresários que têm feito coisas boas, mas que cometeram erros também”, defende.

Estudos de caso

O professor da escola equatoriana Espae-Espol Francisco Alemán, orientador de um cine-fórum para estudantes de MBA chamado “Hollywood e Administração”, crê que o uso de filmes pode ajudar na compreensão de determinados modelos teóricos, mas também de como os personagens são influenciados pelos comportamentos organizacionais e as motivações gerenciais, que são parte desse mundo real.

“O cinema é um bom meio de descrever os comportamentos humanos, organizacionais, os processos de tomada de decisões, a comunicação, os estilos de liderança e tudo que tem relação com um tema específico”, afirma o professor. Além do mais, explica que o tema dos estudos das escolas de negócios são os casos, e o cinema dá um maior realismo a esses casos.

RELAÇÃO DE FILMES:

1 – Amor sem escalas (Up in the air, 2009)

Trata de um executivo que viaja o mundo com a missão de demitir trabalhadores de empresas multinacionais, e, de repente, chega em seu departamento uma mulher que resolve implantar um processo de demissões por videoconferência. Entra em cena um conflito entre gerência tradicional e gerência nova, que salta das escolas de negócios transformando as relações. “George Clooney (o protagonista) representa a geração que se defende muito bem das mudanças tecnológicas e consegue, nesse sentido, se sustentar”, afirma Alemán.

Outro conflito presente é o da comunicação. O personagem tem um esquema de comunicação em que não escuta, não lê os sinais, o que resulta em um grande erro. Segundo Carballo, mostra um problema psicológico do personagem. “Ao fazer essa coisa tão horrível que é despedir as pessoas, se protege viajando constantemente sem ter relações interpessoais constantes. Assim, desenvolve uma armadura para não se comprometer emocionalmente com ninguém, e quando se compromete já é tarde”, afirma.

2 – Ponto Final – Match Point (Match Point, 2005)

“Aí está o personagem arrivista, típico do século XIX, que vai chegar ao topo de qualquer jeito”, diz o professor. O personagem principal, um tenista aposentado que dá aulas aos milionários em Londres, é traído por sua própria ganância e, ao mesmo tempo, pelo sexo e a paixão.

3 – Enron: The Smartest Guys in the Room, 2003

Documentário sobre a fraude e posterior falência da empresa norte-americana Enron, um caso fantástico para tratar de ética profissional, indica Alemán.

4 – Treze dias que abalaram o mundo (Thirteen Days, 2000)

Aborda a crise dos mísseis em Cuba, em 1962. Explora o modelo de decisões do agente racional e expõe conceitos interessantes sobre tomada de decisões e estratégias.

5 – A Verdade dos Bastidores (The Quiz Show, 1994)

Trata de um caso real dos anos 50: um engano massivo da televisão, aborda o tema da corrupção. “”É para pensar o início da carreira. Nele, três jovens tomam decisões que serão definitivas para suas vidas profissionais”, conta Carballo.

6 – Barbarians at the Gate, 1993

Descreve o golpe mais famoso na história da RJR Nabisco. Os temas interessantes para se analisar são: LBO, Teoria da Agência, Fusões e Aquisições.

7 – Encontro com Vênus (Venus Meeting, 1991)

“Um diretor da Europa Oriental chega para conduzir uma orquestra onde predomina a Europa Ocidental. Mostra o quanto é difícil conseguir o sucesso em outra região. Excelente filme para analisar a liderança intercultural”, diz Carballo.

8 – Com o dinheiro dos outros (Other People’s Money, 1991)

Trata de uma empresa adquirida de maneira fraudulenta e as transformações que decorrem disso. “Nele, aprendemos sobre gerência das mudanças, resistência às mudanças, os valores da empresa antiga e como resgatá-los”, afirma Alemán.

9 – Crimes e pecados (Crimes and Misdemeanors, 1989)

Esse filme mostra dois homens de sucesso que devem enfrentar diferentes dilemas éticos. “Trata muito bem do tema crime e castigo”, afirma Carballo.

10 – Tucker (Um homem e seu sonho, 1988)

Trata de um empresário que quis introduzir inovações nos automóveis de sua época para criar “o carro do futuro”, potente, rápido e aerodinâmico, e se depara com diversos obstáculos, mas consegue desenvolver suas propostas.

11 – O último imperador (El Último Emperador, 1987)

É a história do último imperador chinês, que subiu ao trono aos três anos de idade. Serve para ver o estilo e entender como o líder nunca está só e encontra-se sempre rodeado de uma equipe que o molda.

12 – Wall Street 1 – Poder e cobiça (Wall Street, 1987)

Apresenta o homem ganancioso e inescrupuloso capaz de fazer o que seja por dinheiro. “Mostra muito bem o perigo que é o tema do manejo da informação confidencial no mercado de valores, e também diferentes faces da liderança”, afirma Alemán.

13 – Gandhi (Gandhi, 1982)

Biografia do líder indiano que lutou contra os abusos da ocupação inglesa e junto a outros líderes levou finalmente a independência ao seu país em 1947. “Desse filme pode-se tirar grandes lições de liderança”, afirma Carballo.

14 – Doze homens e uma sentence (Twelve Angry Men, 1957)

Nesse clássico pode-se explorar temas como eficiência da decisão coletiva, liderança, persuasão, comunicação.

15 – O cidadão Kane (Citizen Kane, 1941)

“É um filme extraordinário, que está entre os 10 melhores da história. É uma obra indiscutível de um cineasta jovem, cujo protagonista associa para sempre a solidão e o sucesso profissional, uma dicotomia real de que, se somos exitosos, somos solitários”, explica Carballo.

(*) É colaboradora do Portal Administradores.

Fonte: http://www.administradores.com.br/.

Enhanced by Zemanta

Por Rubens Fava*

Hoje existem muitos “administradores” que não têm a menor ideia do que vem a ser Administração.

Tratam-na como uma mera profissão sem se conscientizar de que é uma ciência, que deve ser estudada e respeitada como todas as demais.

Lêem algumas obras, muitas de excelente qualidade, sem dúvida, mas esquecem-se de que, para compreender melhor a Administração, é preciso conhecer as diversas teorias que a transformaram em uma ciência complexa e fascinante.

O número de lançamentos de livros na área de administração realmente é assustador!

Isso faz da Administração uma ciência viva, em pleno desenvolvimento. Hoje, de cada dez novos lançamentos de livros técnicos, pelo menos cinco são ligados a áreas da Administração.

O grande problema é essa dúvida que existe em relação à administração.

Afinal, trata-se de uma ciência, de uma técnica ou de uma arte?

Existem muitos enfoques sobre a administração quando diferentes autores a classificam como ciência, outros como técnica e até mesmo como uma arte.

De qualquer forma, para dirimir esta dúvida é preciso definir bem o que vem a ser ciência, técnica e arte.
Ciência significa conhecer, compreender, enfim, explicar a realidade. Ela não cria objetos e coisas.

O objeto da ciência é algo real, algo que existe.

A ciência procura conhecer e explicar algo que já existe, busca o conhecimento e a explicação das coisas.

A técnica tem como objetivo principal a operação ou… podemos dizer, a manipulação da realidade.

Técnica significa, através de normas e procedimentos, transformar a realidade de um objeto ou coisa, neste sentido, podemos dizer que a técnica é uma complementação da ciência.

Logo, a ciência explica as coisas através de hipóteses, leis e teorias, e a técnica não explica nada, apenas transforma coisas e objetos de acordo com a necessidade.

Por fim a arte que não explica e nem procura transformar coisas e objetos. Ela apenas procura captar uma realidade.

A arte depende, quase que exclusivamente, do ponto de vista do indivíduo, depende até do estado de espírito da pessoa no momento em que está captando essa realidade.

É o mesmo que dizer que a atitude de um gerente depende de seu humor.
Como disse o grande Michelangelo: a arte não é matemática, não é engenharia, e eu complemento, não é administração, a arte é ideia, é inspiração.

Este é um assunto polêmico.

Entendo que, diante dos conceitos dos principais autores da administração, não podemos considerar a administração como uma arte, já que a administração não pode ficar à mercê de interpretações subjetivas e vivências espirituais, isto é, não pode ficar a mercê somente do talento e da aptidão artística, se assim podemos colocar, de um indivíduo.

É difícil imaginar como ficariam as empresas dependendo do talento e da capacidade artística de seus gerentes e diretores, afinal, assim como na música, na pintura e em outras artes, não é todo dia que podemos encontrar um grande artista.

Na minha modesta opinião, a administração é antes de tudo uma ciência que estuda as organizações a fim de compreender seu funcionamento, sua evolução e seu comportamento, e a técnica atua como um complemento dessa ciência tão maravilhosa e desafiadora.

Podemos comparar a administração, por tratar-se de uma ciência em formação, a um objeto que se vai formando em etapas sucessivas.

A administração, ao longo de sua história, foi buscar em outras ciências aquilo que considerava pertinente.

Por exemplo, a administração, no início do século, adotou tudo o que a engenharia podia lhe oferecer de bom.

Podemos dizer que foi o período da racionalização do trabalho, isso foi mais ou menos até 1920.

Após a Primeira Guerra Mundial, começaram a se destacar as ciências do comportamento, tais como a psicologia e a sociologia, onde a administração foi buscar, também, contribuições importantes para o seu desenvolvimento.

Recebeu influência da matemática, principalmente depois da Segunda Guerra Mundial, quando os métodos quantitativos foram muito difundidos.

E, finalmente, por volta dos anos 50, a administração começa a ser tratada como parte da teoria geral dos sistemas.

Assim, podermos constatar claramente os vários enfoques dados por estudiosos da administração, considerados em períodos bem definidos.

Percebe-se que, até a década de 80, o enfoque principal era nos recursos físicos, ou seja, buscava-se produzir mais e mais investindo-se em equipamentos e máquinas.

Após 1980, a ênfase foi nos processos de produção, constatou-se que investir apenas nos recursos físicos não era suficiente se os processos não fossem coerentes.

A reengenharia proposta por Michael Hammer e James Champy, que nada mais é do que um completo repensar dos processos de trabalho da empresa é o melhor exemplo desse enfoque.

A transformação da sociedade, a partir do século XX, tem sido extraordinária.

Passamos de uma sociedade, basicamente, agrária para uma sociedade dinâmica e industrial, onde a educação e a tecnologia passaram a ser prioridade.

Acontece que, muitos de nossos problemas decisivos não estão no mundo das coisas, mas no mundo das pessoas, ou seja, esses problemas não podem ser resolvidos apenas por habilidades técnicas e científicas, exigirão também habilidades humanas e sociais, uma vez que o maior fracasso do homem tem sido sua incapacidade para conseguir a cooperação e a compreensão das pessoas.

Hoje administrar emoções é, provavelmente, o maior desafio do administrador moderno ao formar equipes harmoniosas e produtivas, na concretização do lucro e da felicidade grupal.

(*) É formado em Ciências Econômicas e Administração com ênfase em Marketing, com especializações em várias instituições internacionais.  Mestre em Administração pelo ESADE de Barcelona, Espanha, e doutorando em Engenharia de Produção pela USFC. Autor de vários livros sobre administração.

Fonte: www.administradores.com.br.

Opinião do blogueiro:

A excelência na gestão se dá quando, atuando com a maestria de um artista, o gestor entendendo a ciência, aplica a técnica necessária para obter o resultado pretendido, com ética, visão holística e respeito às pessoas!

Albírio Gonçalves.

Enhanced by Zemanta