NÃO IMITE GISELE E EVITE SE METER NA CARREIRA DO PARCEIRO

Não tome Gisele Bündchen como modelo ao se envolver na carreira do parceiro.

Por Heloísa Noronha*

Muitas mulheres se empenham tanto em apoiar seus amados que acabam atrapalhando a vida profissional deles. Recentemente, Gisele Bündchen protagonizou uma cena que não serve de exemplo. Na final do campeonato Super Bowl, ao comentar a derrota do New England Patriots, time de futebol americano em que seu marido Tom Brady joga, a top irritou a equipe do atleta e levou a fama de intrometida. Chateada com o placar final, a modelo reclamou que Tom “não poderia lançar e pegar a bola ao mesmo tempo”, dando a entender que ele não contara com a ajuda dos colegas e, por isso, não saiu vitorioso.

Quando se trata de uma modelo como Gisele, é claro que tudo vira notícia e ganha proporções maiores. No entanto, o comportamento não é exclusividade dela. Segundo Izabel Failde, psicóloga e consultora organizacional, muitas vezes, a mulher interfere por não conseguir ter uma visão imparcial da vida profissional do marido.

“Vamos supor que ela reclame da sobrecarga de tarefas do parceiro, que vem chegando tarde todas as noites em casa, e exija uma mudança de atitude. Só que o expediente abusivo pode ter inúmeros motivos. Inclusive, ser apenas responsabilidade dele ou de toda uma equipe”, diz. “Culpar somente os demais é sinal de imaturidade.”

Controladoras

Para a terapeuta comportamental e neurolinguista Branca Barão, mulheres muito ciumentas e possessivas também podem representar um entrave na carreira de maridos que costumam viajar a trabalho ou que fiquem muitas horas na empresa. “Quem é muito dominadora tem uma tendência a não aceitar que o sucesso do marido não dependa dela”, explica. Como é impossível se intrometer totalmente no trabalho em si, elas passam a boicotar as situações sociais que costumam envolver o emprego, impedindo o sujeito de participar de festas de aniversário, “happy hours” e outros tipos de comemorações.

Em geral, essas mulheres apresentam baixa autoestima e sentem-se desvalorizadas perante as amizades do escritório –principalmente, as do sexo feminino. “Como forma de retaliação, começam a armar brigas em casa por motivos banais, comprometendo a vida conjugal”, explica Branca.

A superproteção feminina também pode ser nociva para a relação. “Não há nada pior do que, em um evento social ligado ao trabalho, a mulher que aproveita a oportunidade para sondar o que acontece na rotina profissional do parceiro ou que dá indiretas sobre aumento de salário e promoção”, afirma Izabel Failde. Além de a mulher ganhar fama de chata e inconveniente, não é raro que o homem seja tachado de submisso, frágil e medroso.

O que fazer?

Tom Brady preferiu manter distância da polêmica, não dando razão à mulher nem alimentando o assunto. Apenas comentou a derrota para os Giants de forma elegante: “Eles jogaram muito mais do que nós”. Assim, conquistou a solidariedade dos torcedores de seu time e de seus colegas de trabalho.

O parceiro que tem uma mulher intrometida ou superprotetora pode optar por essa postura. No entanto, se a mulher for do tipo carente, existem outras maneiras de transformar a intromissão em algo positivo. Às vezes, tudo o que essas parceiras precisam é se sentirem incluídas nos planos e projetos do marido. Assim, elas não acharão que estão sendo trocadas pelo trabalho. Segundo Branca, se a mulher perceber que é importante na vida do parceiro, o problema tende a desaparecer.

“O homem pode, claramente, pedir a ajuda dela dizendo: ‘olha, preciso que me compreenda, que colabore comigo, para que eu possa me dedicar a esse momento tão importante para nós’. E a palavra nós é essencial nessa conversa”, exemplifica Branca.

(*) É jornalista e colaboradora do UOL.

Fonte: Portal UOL.

O VALOR DE NÃO SER MAIS UM NA MULTIDÃO

Por Samantha Dutra*

Esta é a hora e a vez dos talentos. Em um momento em que as empresas brasileiras buscam expandir e consolidar suas operações e atender consumidores cada vez mais exigentes, atuar em um ambiente econômico pontuado por incertezas e atingir alta performance passa por estratégias em que as pessoas estão no centro das ações.

A afirmação não é à toa. Em abril deste ano, os 704 executivos globais que participaram do “The Conference Board CEO Challenge”, um dos principais fóruns de discussão de executivos do mundo, confirmaram que o desenvolvimento do capital humano está entre as principais preocupações de suas administrações. Esse dado reforça a necessidade das empresas em repensar a forma de gerir seus talentos e, principalmente, se diferenciar da concorrência.

Destacar-se na multidão é uma parte importante para o sucesso estratégico do RH e, por extensão, da empresa. Sustentar este objetivo compreende múltiplas frentes; em essência, é necessário que o resultado final passe pelo entendimento das pessoas daquilo que é implementado, pela aderência aos propósitos da organização e, o mais difícil: ser um programa realmente único.

A criação de uma estratégia de gestão de talentos, direcionada a ações de atração, desenvolvimento e retenção, é essencial para atender este desafio. Ela se pauta pela análise de proposição de valor do empregado – e busca consolidar quais são os atributos percebidos por cada um como “pacote de valor”: uma somatória de expectativas em relação à recompensa e reconhecimento, oportunidades de desenvolvimento, desafios de trabalho, cultura e organização, ambiente de trabalho e relacionamentos. Com a compreensão do que a empresa oferece versus o esperado por seus funcionários, a área de recursos humanos terá subsídios para elaborar uma estratégia de gestão de talentos diferenciada.

Esta análise permite ainda fortalecer a cultura existente com ações direcionadas a novas contratações, impulsionar as ações de desenvolvimento e sucessão, melhorar processos de comunicação relacionados às mudanças organizacionais e engajar os líderes quanto à necessidade de participação em programas e ações.

Estabelecer o objetivo da análise de proposição de valor do empregado e quais são os resultados esperados é o primeiro passo para construção desse trabalho. Em seguida, definem-se os critérios, as necessidades das diferentes forças de trabalho, para determinar um método para busca e consolidação dos dados – seja por entrevistas, workshops ou pesquisas -, que serão aplicados e analisados. Com toda a base de dados à disposição, inicia-se a elaboração da estratégia de gestão de talentos e volta-se ao primeiro passo, como um ciclo de elaboração, aplicação, análise e revisão.

Em resumo, ao voltar sua atenção ao indivíduo, o RH tem a oportunidade de atender às necessidades de toda a empresa. Se por um lado os talentos entenderão o valor dos programas propostos, por outro estarão aptos a quebrar moldes e apontar novas direções de negócios. Em um país em constante mutação e que avança constantemente para um momento de alta performance, isso faz toda a diferença.

(*) É executiva da Accenture do Brasil, onde desenvolve a prática de gestão de talentos.
Fonte: http://revistavocerh.abril.com.br.

ENTRE ASPAS – ANDREA ALVARES

“Do chão de fábrica à diretoria faltam às pessoas a capacidade de solucionar problemas.”

Andrea Alvares – Presidente da Divisão de Bebidas da PepsiCo do Brasil

CHEFES CONTROLADORES SÃO RESPONSÁVEIS POR DESMOTIVAÇÃO DA EQUIPE

Estudo acadêmico sugere que gestores autoritários prejudicam o desempenho dos colaboradores de uma companhia.

Um recente levantamento acadêmico feito pelo pesquisador Nicolas Gillet revelou que os gestores controladores e autoritários, que costumam se valer de ameaças para ‘motivar’ a equipe, na verdade, estão prejudicando seus colaboradores, já que tais críticas afetam o desempenho dos profissionais de forma negativa e não positiva, como se imagina.

A conclusão faz parte do estudo da Universidade Francois Rabelais, da França, e foi publicada no último mês no “Journal of Business and Psychology”.

“Para manter seus funcionários felizes e satisfeitos, os superiores devem oferecer opções, em vez de ameaças e prazos”, diz o pesquisador.

Desempenho em jogo

Para ele, uma mudança de estratégia para melhorar significativamente o bem-estar dentro da companhia é fundamental para quem deseja obter bons resultados no fim do mês ou ao término de um ano, por exemplo.

“O modo como a pessoa se sente no trabalho é responsável por mais de 25% da diferença nas taxas de desempenho entre os funcionários”, explica Gillet, que garante que o bem-estar no trabalho também pode ter um grande impacto econômico e social.

Critérios de avaliação

Para a pesquisa foram analisados o impacto da percepção do suporte organizacional – na medida em que a organização valoriza as contribuições dos trabalhadores – e o relacionamento interpessoal do supervisor e seus trabalhadores, também conhecido como o apoio oferecido aos subordinados em termos de autonomia e controle do próprio comportamento.

“Quanto mais apoio os entrevistados sentiam ter, mais satisfeitos e felizes eles declaravam estar. Os que achavam que seus chefes eram repressores, autoritários ou que pressionavam muito sentiam que suas expectativas não estavam sendo atendidas, e isso os deixava com níveis mais baixos de bem-estar”, informa Gillet.

O estudo

Participaram do estudo 1.118 mil funcionários de empresas pequenas, médias e grandes. Todos tiveram que responder a questionários, perguntando o que achavam sobre a forma de agir de seus superiores e quanto apoio eles recebiam da empresa.

Fonte: Infomoney.

MEU COLEGA É GAY. E DAÍ?

Dizer que respeita a diversidade está na moda. Na prática, entretanto, aceitar a convivência com um homossexual no ambiente de trabalho ainda é um desafio sobre-humano para muita gente.

Por  Simão Mairins*

Ex-vice-presidente corporativo da Compaq, ele ocupou cargos de diretoria na IBM e na Worldwide, e hoje tem a nada fácil missão de suceder um dos homens mais admirados do mundo, comandando a empresa que se tornou o principal ícone de uma era. Esse é Tim Cook, novo CEO da Apple, substituto de Steve Jobs e apontado pela imprensa norte-americana como o gay mais poderoso do mundo.

Executivo no Vale do Silício, um dos maiores centros científico-tecnológicos do planeta, Cook nunca falou abertamente sobre sua sexualidade. Até porque nem para Jobs isso parecia fazer alguma diferença: “Pedi a Tim Cook para ser responsável pelo dia a dia das operações da Apple. Tenho grande confiança de que ele vai fazer um ótimo trabalho de execução dos planos que temos para 2011″, disse o fundador da Apple sobre o colega com quem trabalhou durante anos, ao anunciar seu afastamento temporário da empresa, em janeiro do ano passado.

E você: sinceramente, teria algum problema em trabalhar com um colega homossexual?

Eu não sou preconceituoso

Bem como os anos 60 e 70, que ficaram marcados – entre outras coisas – pela liberação das mulheres – este início de milênio, muito provavelmente, será lembrado pela afirmação do homossexual na sociedade. Isso não significa dizer, entretanto, que do dia para a noite ninguém mais achará abominável a ideia de uma mulher beijar outra na rua ou um homem andar de mãos dadas com o seu namorado, significados incômodos culturalmente, construídos ao longo de séculos e que podem levar outros séculos até se desfazerem totalmente.

Como explica a pesquisadora Denise Jodelet, em Das representações coletivas às representações sociais: elementos para uma história, “as representações sociais são uma forma de conhecimento socialmente elaborado e compartilhado, que contribui para a construção de uma realidade comum a um conjunto social”.

No ambiente de trabalho, como em poucos outros espaços, tais representações se materializam de forma mais clara, estabelecendo limites, basicamente, entre três níveis: a aceitação, o respeito distanciado e a intolerância. Na maioria das situações dos dois últimos casos, entretanto, é muito comum o preconceito velado, mais subjetivo, muitas vezes não percebido até mesmo por quem o põe em prática.

Quando estávamos redigindo esta matéria, perguntamos no Twitter e no Facebook se alguém teria problema em trabalhar com um homossexual. Até o fechamento da pauta, foram mais de 200 respostas e em nenhuma alguém manifestou oposição à ideia de ter um colega gay.

Já em uma matéria que publicamos aqui no portal, em julho de 2010, sobre a aprovação da união civil entre indivíduos do mesmo sexo, na qual foi possível comentar anonimamente, pôde-se ler opiniões como estas: “Já trabalhei com algumas(…) e as experiências foram as piores possíveis”; “eu não sou obrigado a aceitar que na minha equipe haja comportamentos homossexuais”; “isso é uma anormalidade, e com certeza eu teria muita dificuldade em contratar um homossexual”.

Na opinião do consultor de carreiras Julio Sergio Cardozo, o mercado ainda enxerga o homossexual “com certa desconfiança, como algo estranho, e prefere contratar héteros”, mas preserva “o discurso do politicamente correto, de que não faz distinção em razão da opção sexual”.

O pernambucano Damião Nascimento, homossexual assumido, sabe bem o que é isso. Ele, que dá aulas de matemática, explica que assumir a homossexualidade em sala é sempre um desafio. “Posso ser gay, não há problema algum. Mas não posso me assumir em sala de aula, pois posso influenciar meus alunos”, conta.

Formado em Ciências da Computação, Nascimento não exerce a profissão, e elege o preconceito no mercado da área como um dos empecilhos. “Uma área dominada por homens. Lá, muitos se vestem de uma falsa imagem. É um meio que possui muitos homossexuais, mas muitos fingem ser héteros para não se prejudicarem profissionalmente”, afirma.

Segundo ele, as experiências em mercados mais conservadores e masculinos sempre foram problemáticas. “Certa vez, houve uma alegação de que a minha falta de peso – na época eu pesava quase 100kg e passei a 90kg em três meses, através de tratamento – era resultado de minha ‘vida mundana’”, conta Nascimento.

Diversidade: que mal tem?

Como você pode ler nas declarações anônimas que citamos acima, há muita gente que ainda tem resistências sérias à ideia de dividir o espaço profissional com um homossexual. Já para outros, isso não faz a menor diferença. A assistente comercial Amanda Mello, por exemplo, conta que já atuou em uma equipe com uma colega homossexual e que, no grupo, ninguém nunca a tratou de forma diferenciada, se opôs a desenvolver atividades em conjunto ou questionou sua competência por causa da sua sexualidade. “Todos se sentiam à vontade e também nunca notei que ela se sentisse inferiorizada por ser homossexual”, conta Amanda.

O consultor de carreiras Julio Sergio Cardozo acredita que, sendo aceito na empresa, o profissional homossexual “passa a concorrer com os demais em iguais condições. O homossexual não é uma pessoa deficiente, problemática ou outros estereótipos inventados no passado. Se a empresa está em busca de gente competente, que faz a diferença, deve buscar o pessoal que precisa, independentemente da opção sexual, cor da pele, religião, preferência política ou qualquer outra coisa”, destaca.

Cardozo ressalta ainda que, inclusive para cargos de chefia, “ser ou estar capacitado não depende do gênero nem tampouco da orientação sexual. O chefe não é ‘um homossexual’. Ele (ou ela) é o chefe e como tal será respeitado e admirado, se for um chefe justo”, afirma.

O consultor explica que o grande problema, muitas vezes, é na hora da seleção. Depois disso, acredita, as dificuldades não são grandes. “A barreira é de entrada, de ser aceito. Sendo aceito, o profissional será valorizado pelo seu talento”, afirma.

Uma questão de direito

A legislação brasileira, hoje, não versa de modo específico sobre a discriminação contra o homossexual. Mesmo assim, existem alguns instrumentos legais através dos quais a questão pode ser tratada. “A Constituição Federal regula a forma como se deve tratar um cidadão, proibindo a discriminação por motivo de sexo, idade, raça, cor, religião ou de qualquer outra natureza. Por conseguinte, o princípio da não discriminação também está previsto na Consolidação das Leis do Trabalho”, explica o advogado Eduardo Carvalho.

No Congresso Nacional, a Frente Parlamentar Mista pela Cidadania LGBT tem colocado em discussão o Projeto de Lei 122, que, como ressalta o deputado Jean Wyllys – principal nome da causa hoje em Brasília, tem como objetivo, entre outros, “garantir direitos aos homossexuais em vários espaços, inclusive no mercado de trabalho”.

Segundo o parlamentar, o projeto – que equipara a homofobia ao antissemitismo e ao racismo – vai garantir isonomia nas seleções e evitar demissões motivadas pela sexualidade. “Muitos profissionais são demitidos e não admitidos pelo fato de a sexualidade ser considerada critério de seleção”, afirma.

O caminho para a aprovação do projeto, porém, não será nada fácil. Fortemente condenado pela bancada religiosa em ambas as casas (Senado e Câmara), o PL tem gerado discussões acaloradas. “Nós, parlamentares progressistas, temos consciência da resistência da bancada evangélica. Mas o nosso papel é, pelo debate político, mostrar a eles que essa não é uma questão moral, mas de direito”, afirma Jean Wyllys.

(*) É Jornalista e pós-graduando em Gestão Estratégica da Comunicação. Atualmente, é coordenador online do Administradores.com.br.

Fonte: Portal Administradores.

NÃO FAÇA JUSTIÇA COM O PRÓPRIO MOUSE

Por Patrícia Peck Pinheiro*

As redes sociais permitem a manifestação do pensamento e a liberdade de expressão em tempo real. Pensou, publicou. No entanto, deve-se ter muito cuidado com o que é considerado “abuso de direito”, ou seja, passar do ponto, ir além do limite ético previsto na lei em vigor no Brasil, conforme reza o artigo 187 do Código Civil.

A vida das pessoas está cada vez mais exposta, publicada na internet. Mesmo um fato corriqueiro de rotina, como estacionar o carro em uma vaga no shopping, fazer compras, ou ir a um show torna-se público de forma instantânea. Todo o mundo fica sabendo de tudo o tempo todo. Munidos de celulares com câmeras, passamos a ter uma vigilância digital permanente de nossos atos. Mas há limites para o que se pode fazer de boa-fé e quando passa a infringir o direito a proteção da imagem e privacidade do indivíduo, previsto no artigo 5º. Inciso X da Constituição Federal de 1988.

De forma prática, qualquer pessoa pode registrar um fato ilícito, seja criminal ou civil, e dar andamento deste registro junto às autoridades, que estão legitimadas com o poder de polícia. Isso significa que a pessoa não pode ser uma justiceira. O nosso direito não permite isso. Por isso, tirar a foto de um fato, para fins de documentação, está dentro da lei. Divulgar essa imagem na internet, associando a um conteúdo que exponha a pessoa envolvida, já se torna um crime, o de difamação, mesmo que seja por uma boa causa. Afinal, “os fins não justificam os e-mails, ou os posts”.

Vivemos a era da transparência digital, profissional e pessoal, mas temos o dever, como cidadãos deste novo mundo, de cumprir com as regras do jogo, que são as leis. Devemos lembrar que tudo que publicamos na web documenta o que dissemos, é prova.
A liberdade de expressão deve ser exercida com responsabilidade. Podemos dizer o que pensamos, mas respondemos pelo que dissemos.

Manifestações de ódio, ameaças e mensagens discriminatórias são crimes no Brasil e sujeitam o infrator não a penas que vão de 3 meses de detenção à 5 anos em média de reclusão, como também a ressarcir pelo dano moral causado, calculado com base no tempo que o conteúdo ficou publicado e quantas pessoas viram (as indenizações têm sido em média de 30 000 reais).

Denuncie, proteste, manifeste, divulgue, compartilhe, mas dentro das leis, de forma ética, digitalmente correta, sob pena de se tornar um infrator também.

Algumas dicas de postura em redes sociais (independente do tipo de acesso):

-Cadastre-se nas Redes Sociais com seu nome. Não pratique a falsa identidade;

-Publique opiniões baseadas nos princípios da boa-fé e em conformidade legal;

-Evite a exposição excessiva de sua vida íntima e os comentários sobre sua rotina, que possam gerar algum risco de segurança, tais como horários, trajetos, agendas, local de residência;

-Utilize somente conteúdos (em especial imagens) que tenha legitimidade ou que você seja autor ou que tenha tido autorização das demais partes envolvidas previamente;

-Oriente seus filhos e/ou familiares sobre o uso ético, seguro e legal das redes sociais, inclusive sobre a necessidade de cautela e proteção das informações da família, para evitar vazamento de informações financeiras, como conta bancária, cartão de crédito, senhas, remuneração, patrimônio;

-Utilize linguagem e vocabulários adequados, de modo a evitar qualquer tipo de opinião que possa ser considerada ambígua, subjetiva, agressiva, hostil, discriminatória, vexatória, ridicularizante ou que de algum modo possa ferir a imagem da empresa de seus colaboradores, parceiros, fornecedores e clientes. Evite o uso de apelidos para fazer menção a demais colaboradores;

-Zele pela proteção da sua reputação digital e respeite o próximo, faça denúncia aos canais oficiais e às autoridades.

Não faça justiça com o próprio mouse.

(*) É advogada especialista em direito digital.
Fonte: Portal Você RH.