A meia-idade não assusta mais como no passado. Já é possível chegar aos 40 não apenas no auge da carreira, mas em plena forma física.

Por Daniela Diniz*

Há apenas uma geração, para a maioria das pessoas a chegada à meia-idade significava enfrentar uma situação paradoxal. Para os que conseguiam manter o emprego e a carreira em ascensão, o topo ficava bem próximo. Ao mesmo tempo, as condições físicas iniciavam uma trajetória decadente — um percurso especialmente acelerado no mundo corporativo, onde estresse e sedentarismo encontravam, e ainda encontram, um ambiente privilegiado. Passar do limite dos 40 quase sempre era uma experiência psicológica assustadora.

Esse quadro começa a mudar rapidamente — pelo menos para quem tem atitude. Pode-se passar dos 40 com a aparência e a disposição de quem ainda não superou os 35. Simples mudanças de hábitos, aliadas a avanços obtidos pela medicina, permitem conjugar o que antes era privilégio de poucos: o auge na produtividade profissional com o vigor da saúde.

A palavra mágica para fazer parte do time dos bem-sucedidos e saudáveis é prevenção. E, a julgar pela multiplicação dos consultórios, muita gente está empenhada em mudar hábitos antigos. Segundo o geriatra Clineu de Mello Almada Filho, da Universidade Federal Paulista, metade de seus pacientes está na faixa dos 30 aos 40 anos. “Eles nos procuram não por se considerar velhos, mas para continuar se sentindo jovens por mais tempo”, diz Almada Filho.

Foi o que ocorreu com o engenheiro paulista Everaldo França, de 44 anos, diretor da consultoria financeira PPS. Aos 30 anos, França foi à procura de um médico que pudesse acompanhá-lo pelo resto da vida e o ajudasse a prevenir os males trazidos pela idade. Na primeira visita ao geriatra, saiu com apenas uma receita de vitaminas. Com o passar dos anos, foi abreviando o intervalo entre um check-up e outro. Prestava mais atenção na alimentação e contava com um forte aliado: o handebal. Mesmo com uma vida agitada, trabalhando mais de dez horas por dia, ele não dispensava os treinos à noite. “Durante 20 anos, o handebal foi a minha válvula de escape”, diz França. “Além do prazer que sentia jogando, o esporte me livrou de alguns sinais típicos da meia-idade.”

Ele se refere ao acúmulo de gordura no corpo, aos problemas com colesterol e até à aparência de cansaço que muitos de seus amigos gradativamente passaram a exibir. Livrou-se também da falta de disposição para qualquer corridinha e da perda de energia no trabalho. “O corpo agüenta desaforo até certo ponto”, diz França. “Chega um momento em que ele cobra o preço do descuido e, então, não dá mais para se esquivar dos cuidados.”

Há maneiras, porém, de impedir que o corpo dê seus sinais de fadiga antes do tempo e de fazer com que os anos passem sem que as pessoas ao lado e o espelho apontem isso. As próximas linhas podem mostrar como prevenir os problemas que costumam nos acompanhar assim que cruzamos a fronteira dos 40 anos.

Bate, bate, bate, coração (colesterol, hipertensão e obesidade)

Vinte anos atrás, Marcos Moreira, diretor da consultoria Premier Marketing e Serviços, assistiu à morte do pai após uma tentativa de recuperar o coração com uma ponte de safena. O pai de Moreira já havia passado por uma cirurgia desse tipo sete anos antes. Mas o primeiro sinal de alerta não foi suficiente para mudar seus hábitos de vida. “Ele continuou fumante, sedentário e não se preocupava com a alimentação. Morreu aos 66 anos”, afirma Moreira, hoje com 48. Segundo ele, tudo que o pai passou serviu de referência para sua própria vida. “Não quero passar pelo mesmo e sei como evitar esse caminho”, diz.

As doenças relacionadas ao coração matam 160 000 brasileiros por ano, segundo o cardiologista Sérgio Timerman, da Fundação Interamericana do Coração. Uma predisposição genética aliada a maus hábitos alimentares é suficiente para aumentar o risco de um ataque cardíaco ou requisitar um controle do colesterol. No caso dos executivos, a cautela deve ser maior. “Ser executivo por si só já é um fator de risco”, diz Timerman. “Geralmente, ele se alimenta mal, vive estressado e não faz exercícios.” Preocupadas com isso, muitas empresas estão estimulando seus funcionários a cuidar da saúde e a manter a forma. Corporações como Pão de Açúcar, Nestlé e bancos como Santander e BankBoston mantêm academias em sua sede — o que proíbe os executivos de usar a falta de tempo como desculpa para o sedentarismo.

Para contribuir ainda mais, os exames que medem o risco de ter problemas do coração estão cada vez mais sofisticados. Até recentemente, bastava manter o nível de LDL (colesterol “ruim”) no sangue abaixo de 130 miligramas por decilitro para escapar da zona de perigo. Hoje, um cálculo baseado em fatores como idade, histórico familiar e pressão sanguínea permite estimar o risco de um infarto nos próximos dez anos. Segundo um estudo recente do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, dos Estados Unidos, 37% dos americanos entre 45 e 64 anos apresentam taxas de colesterol elevadas — o dobro da proporção encontrada na faixa de 20 a 44 anos. Isso se deve também ao aumento do número de obesos nos últimos anos, que já somam 300 milhões em todo o mundo, segundo a Organização Mundial de Saúde.

Apesar dos números assustadores, é possível mudar esse quadro. “Existem apenas três fatores que não podemos mudar: idade, sexo e genética”, diz Timerman. “Em todo o resto, o homem pode interferir.” Moreira, por exemplo, largou o cigarro há mais de dez anos. Mudou os hábitos alimentares e há 12 anos pratica squash regularmente. Alguns problemas surgiram com o tempo, como dificuldade para enxergar de perto e dores musculares. Segundo ele, porém, a idade também trouxe compensações. “O arrojo e a ambição da juventude dão lugar à experiência e à maturidade”, diz Moreira. “Isso nos torna mais seletivos, exigentes e permite um sucesso mais fácil de ser alcançado.”

Espelho, espelho meu (rugas, mancha da pele, calvície e cabelos brancos)

Pode chamar de vaidade pura e simples. Mas quem, afinal, gosta de se olhar no espelho e ver aqueles malditos pés-de-galinha nos cantos dos olhos? Ou reparar que mais alguns fios de cabelos se perderam? Ok. É impossível — e talvez indesejável — fazer o tempo parar. Mas hoje muitas de suas marcas podem ser postergadas. As rugas estão entre elas. Comece mantendo a pele protegida dos raios solares, cuidando da alimentação (diminuindo principalmente amido e açúcar), equilibrando o estresse e fugindo do cigarro. Só a mudança no estilo de vida pode proporcionar alguns anos a menos na imagem do espelho. “Muitos pacientes pensam que rugas e manchas só aparecem por causa da idade”, diz a dermatologista carioca Luci Magalhães, dona de um consultório na Barra da Tijuca, na zona oeste do Rio de Janeiro. “Na maioria dos casos, o problema não está na idade, mas na alimentação, no sol exagerado e no cigarro.”

Além dos cuidados preventivos, atualmente há inúmeras técnicas para aliviar as marcas que os anos deixaram na pele daqueles que não se cuidaram no passado. Entre os queridinhos dos vaidosos estão as injeções de toxina butolínica (mais conhecida como Botox). Há mais de uma década no Brasil, o Botox é usado para disfarçar sulcos na testa ou entre as sobrancelhas, suavizar linhas de expressão e até vincos na pele do colo – isso tudo sem ter de passar pelo bisturi, o que explica sua grande popularidade.

Apesar de livrar muita gente da mesa do cirurgião plástico e facilitar a vida de quem não tem tempo para se recuperar de uma cirurgia mais detalhada, a aplicação do Botox tem seus riscos. Como tem efeito de paralisar os músculos, se mal aplicada, a toxina pode limitar os movimentos do paciente.

O cuidado estético também deixou de ser visto como uma coisa das mulheres. “Muitos homens na faixa dos 50 anos vêm até a clínica para se sentir mais jovens”, diz Luci. “A principal preocupação deles é recuperar os fios de cabelo perdidos.” A clínica paulista Corplus atende uma média de 25 executivos por mês só para fazer transplante capilar. Segundo o cirurgião plástico Ricardo Lemos, da Corplus, a procura desse tipo de tratamento por executivos aumentou 20% nos últimos três anos. A boa notícia para eles é que a medicina também está avançando nesse campo: pesquisadores estão testando alguns tratamentos que combatam a calvície e que devem estar disponíveis em poucos anos.

Há quem considere importante manter a boa aparência mesmo para fechar um negócio. “A mulher executiva deve mostrar sempre uma imagem de sucesso”, diz Iêda Novais, de 52 anos, diretora da Mariaca e Associados, empresa paulista de recrutamento de executivos. Ao completar 40 anos, Iêda cercou-se de cuidados: adotou o uso diário de protetor solar, passou a fazer manutenção da pele com peeling ou esfoliação, usa cremes dermatológicos e diminuiu a quantidade de carne vermelha na alimentação. Além disso, há mais de dez anos tornou-se assídua jogadora de golfe. Aos 52 anos, Iêda trabalha das 7 da manhã às 6 da tarde (quando as reuniões não prolongam o expediente) e viaja a negócios pelo mundo sempre que necessário. “A maturidade só nos traz vantagens”, diz ela. “É sempre um desafio manter aquilo que você construiu. É só saber envelhecer de acordo com o ritmo do corpo.”

Mulher de fases (menopausa, osteoporose)

A psicóloga paulista Marisa Baltazar havia acabado de completar 43 anos quando entrou na menopausa. “Imediatamente iniciei o tratamento com reposição hormonal”, diz ela, hoje com 49 anos. “Depois de um mês já senti melhoras físicas e psicológicas.” A opção de Marisa seria muito mais popular se as terapias de reposição hormonal — conhecidas como TRH — não estivessem envoltas em controvérsia. A maior ameaça está no aumento do risco de câncer de mama.

Segundo o oncologista gaúcho Bernardo Garicochea, coordenador do serviço de aconselhamento genético do hospital Sírio Libanês, de São Paulo, os estudos mais recentes comprovam maior incidência de câncer em mulheres que fazem a reposição, mas não um aumento da mortalidade. Por esse motivo, na maioria das vezes a reposição é, sim, o melhor remédio.

A alimentação pode ser também uma aliada nessa fase. A inclusão de soja no cardápio feminino pode diminuir significativamente os sintomas mais comuns do período. Enquanto 80% das mulheres americanas e brasileiras sofrem com os sintomas da menopausa, apenas 18% das asiáticas passam pelos incômodos. A explicação para isso está nos hábitos alimentares. Alguns estudos mostram que o consumo de 20 a 40 gramas de soja por dia pode cortar os típicos calores que as mulheres passam nessa fase.

Saber o que comer também pode livrar as mulheres de um fantasma que vem aparecendo mais cedo na vida delas: a osteoporose. Vinte anos atrás, a doença era uma preocupação apenas para quem passava dos 60 anos. Hoje, com o número maior de mulheres que trabalham fora e são sedentárias, a osteoporose está chegando mais cedo. A psicóloga Marisa, por exemplo, identificou a doença aos 43 anos. “Estava com idade óssea de 65″, diz ela. “Tive de mudar a alimentação, acrescentando derivados de cálcio no cardápio, e incluir caminhadas na minha rotina.”

O mal é um problema de saúde pública nos Estados Unidos. Segundo a Fundação Nacional de Osteoporose, 44 milhões de americanos sofrem da doença (30 milhões deles são mulheres). No Brasil, estima-se que 10 milhões sofram da doença. “A melhor prevenção é manter uma alimentação rica em cálcio e fazer exercícios físicos”, diz o ginecologista Rogério Machado, professor da Faculdade de Medicina de Jundiaí, no interior de São Paulo. “Uma recomendação que pode ser seguida bem antes de se chegar à casa dos 40.”

Vencendo o tabu (câncer de mama e de próstata)

Os avanços da medicina estão encorajando uma mudança de postura em relação a doenças e hábitos encarados como tabus. É o caso do câncer. Atualmente, os médicos estão recebendo muito mais pessoas interessadas em saber antecipadamente da possibilidade de desenvolver tumores. “Há 20 anos, 75% dos casos de câncer de próstata diagnosticados eram incuráveis”, diz o urologista Sami Arap, professor da Faculdade de Medicina da USP. “Agora diagnosticamos 80% dos cânceres como curáveis.” Segundo Arap, por ser uma doença assintomática, o câncer de próstata (incidente sobre 2,7% dos homens) muitas vezes era detectado quando já não havia mais chance de cura. Hoje, com um simples teste de sangue (o PSA) é possível saber se o paciente faz parte do grupo de risco. E a medicina promete mais. Nos próximos cinco anos, com apenas uma picada no dedo os médicos poderão não só identificar a predisposição de o paciente vir a ter câncer de próstata como também saber qual o possível grau do tumor. Isso poderá livrar muitos homens de ter de sujeitar-se ao temido exame de toque retal (ainda fundamental para os que passaram dos 50 anos).

Para as mulheres também há boas notícias no campo da detecção de tumores de mama (mal que acomete 7% das brasileiras). Além de exames convencionais, como mamografia e ultrassonografia, alguns médicos vêm recomendando um exame de DNA para pacientes que apresentam casos da doença em parentes próximos. Por meio do exame, é possível verificar (com antecedência) se há risco de desenvolver a doença e se é necessário colocar a paciente sob vigilância. Os avanços não devem parar por aí. Nos Estados Unidos, o laboratório Eli Lilly está testando a raloxifene, droga para combater a osteoporose que poderá também diminuir o risco de câncer de mama. “Quando uma paciente não se cura totalmente, procuro fazer com que ela tenha a melhor qualidade de vida possível”, diz Garicochea, do hospital Sírio Libanês. “Afinal, em pouco tempo pode surgir um tratamento mais eficaz.”

Enquanto isso não acontece, a recomendação é fazer exames preventivos. E não deixar de seguir os conselhos exaustivamente repetidos pelos médicos: não fumar, manter uma boa alimentação e praticar atividades físicas. A qualidade de vida, agora, e no futuro, depende basicamente de atitude.

(*) É jornalista e editora da revista Você RH (Editora Abril).

Fonte: Portal Exame.

 

Coincidência? Não, sincronicidade.

Por Rique Nitzsche*

A Forbes é uma revista quinzenal e também uma empresa de mídia que oferece “informação para os líderes mundiais dos negócios”. A Forbes se intitula “a ferramenta capitalista” e está no mercado desde 1917. Sua concorrente próxima é a Fortune, uma revista de negócios global fundada em 1930 e editada pela Time Inc. A Fortune é conhecida por publicar a lista das maiores empresas do mundo, das mais admiradas e das melhores para trabalhar. Ambas as revistas são referências confiáveis para os administradores do universo dos negócios.

No primeiro dia de maio de 2012, o site da Forbes publicou um artigo da escritora Jeanne Liedtka. No dia seguinte, o site da Fortune apresentou um artigo do autor Saul Kaplan. Ambos os artigos abordavam um assunto que, cada vez mais, está presente no mundo moderno dos negócios, uma metodologia chamada design thinking. Não é coincidência, uma ocorrência casual de fatores. O design thinking vem sendo reconhecido pela mídia dos negócios. Até pelas mais conservadoras.

Porém, outras publicações americanas de negócios abriram espaço para o design thinking há tempos. A BusinessWeek, agora rebatizada de Bloomberg Businessweek, abriu sua capa em maio de 2004 para dois designers de meia idade sob o título “O Poder do Design” e com uma chamada apontando a IDEO como uma empresa que criava experiências inéditas e ajudava seus clientes a inovar.

A FastCompany, a revista dos novos negócios, publicou em março de 2006 um artigo com o título de “Design Thinking, o que é isso?”. O autor, Mark Dziersk, afirma que a metodologia do design thinking é um protocolo que qualquer negócio ou profissão pode usar para alcançar extraordinários resultados. Sua memória pula até seu professor do colégio, cuja paixão pelo design prendia a atenção dos alunos. Dziersk não esquece a convicção das suas palavras: “qualquer área profissional – medicina, advocacia, coreografia ou política – pode se beneficiar empregando o design thinking para obter melhores resultados”. Dziersk entende que o ambiente dos negócios demorou para aceitar o potencial da hipótese do seu professor.

Em junho de 2008, o design thinking é chamada de capa de uma publicação de negócios, a Harvard Business Review. Tim Brown, CEO da IDEO, escreveu um artigo explicando a metodologia e termina a matéria com um exemplo real. A metodologia do design thinking ajudou o Bank of America a criar um programa de poupança chamado “Fique com o troco”. Resultado do projeto: em menos de um ano, o número de clientes cadastrados superou cinco milhões de pessoas que pouparam mais de US$ 500 milhões. O design thinking identificou um aspecto do comportamento humano e converteu-o em benefício para os clientes do banco e em valor da marca.

Então, vamos ver o que esses dois artigos bem recentes têm a dizer.

Comecemos pelo artigo que foi publicado no Dia do Trabalho. Sua autora, Jeanne Liedtka, é especializada em pensamento estratégico, inovação, design e liderança, além de aprendizagem corporativa através de processos criativos. Ela é autora do livro “Designing for Growth”, lançado em 2011 pela editora da Escola de Negócios de Colúmbia, USA. O livro é dedicado a ensinar a prático do design thinking para administradores de negócios em geral.

O título do artigo é “Projetando para o Crescimento. Apple faz isso, então você pode.” Liedtka diz que as pessoas olham para a experiência da Apple e imaginam Moisés separando as águas do Mar Vermelho com seu poderoso bastão. Os mortais comuns podem atravessar as águas construindo uma ponte. Vamos parar de fantasiar e projetar a nossa própria ponte. Design thinking não é uma operação mágica, mas uma prática para criação de valor traduzido em aplicações reais no mercado para impulsionar o crescimento. Não exige poderes sobrenaturais porque é uma abordagem sistemática focada e interativa, mas que necessita de criatividade.

“O processo de pensamento de design começa com a coleta de dados.” Design thinkers fazem isso através de métodos etnográficos, como mapeamento da experiência do usuário. Mais adiante, no processo, concretizam suas ideias criativas na forma de protótipos com foco na hipóteses diferenciadas. Ao invés de usar dados analíticos para justificar uma nova ideia, ou usar métricas já existentes, as hipóteses criativas são testadas na realidade gerando outras métricas comportamentais, permitido um processo iterativo(**) contínuo de valores melhorados a cada teste.

Usando a empatia, busca de padrões de comportamento e geração de insights, os design thinkers podem parecer caóticos ou carentes de racionalidade. Mas, na verdade, o processo chega a ser chato porque é uma sequência de passos: explorar as necessidades atuais, sintetizar o aprendizado em insights e padrões, e gerar protótipos para testar essas ideias no mercado. Porém Liedtka adverte que o processo pode ser irritante e confuso para um gerente tradicional e controlador. Se o processo parece ser imprevisível e desordenado é porque ele aceita a ideia que é um processo humano sujeito à ambiguidade e incerteza.

O processo do design thinking enfrenta os problemas humanos de frente. Aceita-se a ideia de que não estamos diante de um quebra-cabeças que só tem uma solução. Entendemos que os problemas são capciosos e com muitas variáveis e muitos stakeholders. Não se tenta domesticar os problemas, mas vivenciá-los para criar novas hipóteses que serão testadas. Aceita-se o mistério humano.

O artigo síncrono da Fortune também é de um escritor para empresários, no caso o livro “The Business Model Innovation Factory”, recém lançado em abril de 2012. O subtítulo é “como permanecer relevante quando o mundo está mudando”. Saul Kaplan é o fundador da Fábrica de Inovação Empresarial e muito bem recomendado – pelos escritores Daniel H. Pink e Alex Osterwalder e pelos autores, editores e co-fundadadores da revista Fast Company, William C. Taylor e Alan M. Webber.

O artigo de Kaplan conclama o poder do design thinking, que é muito mais do que produzir produtos sensuais. Kaplan diz que a inovação dos modelos de negócios e dos processos de trabalho permitem uma conquista de valor muito maior. Ele exorta as pessoas a acreditar: “sejam formadores de mercado, ao invés de seguidores”. Não é mais necessário afirmar que o design thinking é uma prioridade. Vamos parar de falar para começar o trabalhar na mobilização de novos modelos de negócios. É hora de ação.

“Precisamos de designers mais loucos focados na experiência do cliente e inovação do modelo de negócio.” Se você não tem um talento em design thinking na sua empresa, você está cometendo um erro. Se você está esperando um longo plano de negócio com uma análise financeira detalhada, você está perdendo tempo. Você precisa mais do que a metodologia científica tradicional. Você precisa de cientistas e designers loucos, de uma apaixonada exploração, de uma combinação de talentos, de uma poderosa narrativa para criar novos modelos de negócios. Precisa-se tentar mais coisas. Design thinking e pensamento analítico, criatividade e método científico não são mutuamente exclusivos. Precisamos de ambas as abordagens para projetar novos sistemas para acertar um caminho novo. Pode parecer confuso, mas é necessário.

Não fiz uma tradução literal dos textos. Extrai o conteúdo das duas mensagens misturando tudo com a minha experiência profissional como design thinker. Mas, pensem em uma coisa. Por que as duas tradicionais revistas de negócios publicaram os artigos quase simultaneamente? Porque o assunto está quicando pela sala da editoria. Porque se precisa, com urgência, de novas formas de resolver os problemas que se tornaram doenças estruturais crônicas. O mundo está em crise. Os negócios estão em crise. Está na hora de experimentar novas formas de enfrentar os problemas.

(*) É design thinker com 18 anos de experiência em design thinking, diretor de criação da AnimusO2, especialista em inteligência em Shopper Marketing, mais de 100 prêmios no mercado nacional, editado em mais de 30 publicações no exterior, professor responsável pelas cadeiras de Design Estratégico e Design Thinking da pós-graduação da ESPM-RJ, criador do d.think que oferece cursos intensivos de Design Thinking.

(**) É um processo de solução para uma operação ainda não resolvida, no qual o resultado final é o somatório de diversas e sucessivas operações com variáveis controladas. Cada tentativa revela dados para a correção da tentativa seguinte.

Fonte: Portal Administradores.

Por Christian Barbosa*

A última pesquisa que realizei em conjunto com a Revista Você S/A analisou como o brasileiro tem usado seu tempo durante o expediente, e os dados são realmente intrigantes. Em primeiro lugar, o brasileiro está trabalhando muito. De acordo com os dados, mais de 46% dos entrevistados trabalham mais de 9 horas por dia, o que, obviamente, não significa que trabalhar mais é trabalhar melhor, com mais produtividade, muito pelo contrário.

Já 80% dos entrevistados afirmam que perdem de 1 hora a 3 horas por dia sem fazer nada de efetivo, ou seja, horas gastas de forma totalmente inútil. Eu sempre digo que as pessoas não têm problema de falta de tempo, elas têm problema é com a gestão do tempo que possuem. Estão literalmente desperdiçando.

Outra pergunta ainda mais direta foi: você enrola durante o horário de expediente? Neste caso, com a total sinceridade de uma pesquisa anônima, obtivemos o impressionante número de 80% dos entrevistados que confirmaram enrolar de 30 minutos até 3 horas por dia!!! Interessante não?

Claro que isso não acontece por fatores isolados na empresa, é uma série de questões de ordem administrativa, técnica, burocrática e de liderança que podem estar gerando esse desperdício de tempo.

Quer um exemplo? Pense nas últimas semanas, quantas vezes você não fez nada de útil, simplesmente porque não tinha nada priorizado para fazer? Ou, porque dedicou seu tempo a uma tarefa errada que possivelmente foi descartada ou não utilizada por quem pediu? Pense em quantos vendedores perdem vendas, nas lojas, porque ficam parados conversando ou pensando em qualquer outra coisa.

O problema não é só da liderança, é de todos! Claro que os líderes ficam com a maior responsabilidade por mudar esse quadro, definindo prioridades, ajudando o time a se engajar em suas atividades, etc., mas cabe a todos dentro da empresa olhar para o seu próprio umbigo, ser honesto consigo mesmo e se autoavaliar: será que eu poderia gerar mais resultados para a empresa ou contribuir de alguma outra forma? Se a resposta for sim, então arrume algo para fazer. Se for não, então talvez você esteja tão desengajado que seja melhor procurar outras alternativas.

Se analisarmos os dados referentes à Internet, a coisa fica ainda mais crítica. 84% dos entrevistados afirmam que acessam redes sociais durante o horário de trabalho, 11% confirmam que veem pornografia, 56% fazem compras online e impressionantes 2% fazem sexo virtual. Tudo isso durante o expediente (já parou pra pensar nisso? Dá-lhe multitarefa!!!!).

Eu não estou dizendo que isso não deva acontecer, pois é humano desperdiçar tempo com nada, o que é totalmente diferente do conceito de “Ócio Criativo”, de Domenico di Masi, que significa, investir tempo e não desperdiçá-lo! Por exemplo: Quando eu quero escrever, eu ligo música, navego sem destino, fico pensando em ideias meio sem nexo, mas que no final me ajudarão a compor um texto (exatamente como fiz antes de começar a escrever este aqui).

Desperdiçar tempo, enrolar, ver pornografia, etc., são atividades que desperdiçam seu tempo e não geram resultados.  A única forma de não ter desperdício de tempo seria se tivéssemos robôs trabalhando ao invés de seres humanos! Precisamos sim, de um tempo para agendar um médico, pensar no filho, ligar para a namorada, dar uma fuxicada no Facebook, é normal! O que não podem ocorrer são exageros. Muita gente enrola durante o expediente e precisa fazer hora extra, deixa de ver os filhos, de ir à academia, fica mais cansada e a vida fica com aquela sensação de que está passando rápido demais.

O que a pesquisa comprovou é que estamos trabalhando mal, em maior quantidade, com mais estresse e com menos resultados. É preciso um esforço conjunto da liderança, da equipe, da presidência, do RH, do TI, para que haja uma conscientização coletiva e que o desperdício seja minimizado.  Nunca foi tão necessário adotar práticas de produtividade nas empresas.

Não adianta querer varrer o problema para debaixo do tapete, é preciso enfrentá-lo antes que seja tarde demais!

Use seu tempo com muita sabedoria, afinal tempo perdido jamais será recuperado!

(*) É especialista em administração de tempo e produtividade e fundador da Triad Consulting (empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo). Facilitador do programa de empreendedores do Sebrae/ONU-Empretec e autor dos livros ‘A Tríade do Tempo e Você’, ‘Dona do Seu Tempo’, ‘Estou em Reunião’ e ‘Mais Tempo, Mais Dinheiro’.

Fonte: www.christianbarbosa.com.br.

“Há duas coisas, meio opostas, a que os gestores deveriam prestar atenção: a agilidade e a construção de capacidades diferenciadoras profundas, que distingam a empresa da concorrência.”

Michael Cusumano, professos do Massachusetts Institute of Technology (MIT)

Afinal, os trabalhadores são mesmo tão importantes para as organizações?

Por José Emídio Teixeira*

É avassalador e recorrente o discurso de executivos de empresas, diretores de recursos humanos e consultores organizacionais a respeito da importância das pessoas para as empresas. Todos cantam hinos de louvor aos feitos e competências dos trabalhadores. Enumeram, sem economizar palavras e frases de efeito, as vantagens das organizações que tratam bem seus empregados, além de recomendar como as lideranças corporativas devem gerenciar melhor suas equipes.

O tema é constantemente retomado em artigos nos jornais e revistas de negócios, bem como em seminários, congressos especializados e pesquisas de clima. Livros são publicados todos os anos no Brasil abordando liderança, clima organizacional, ambiente de trabalho, comunicação e outros.

Ao se considerar a quantidade de horas de treinamento sobre os mesmos temas às quais as empresas submetem seus líderes de todos os níveis, e a quantidade de programas de administração ofertados pelas boas universidades – que têm razoável carga horária dedicada à gestão de pessoas – pode se dizer, sem risco de errar, que se dependesse de informação, leitura, formação e recomendação recebida pelos gestores, os trabalhadores de todos os níveis deveriam estar saturados de serem constantemente muito bem tratados.

Quando se mergulha na realidade da maioria das empresas, o que se encontra é um quadro muito diferente. O discurso não é seguido na prática. Ninguém está satisfeito: trabalhadores, líderes e patrões. Cada um tem alguma reclamação a fazer.

Os patrões reclamam dos custos. Acham que pagam muito pela contribuição dos trabalhadores. Julgam que as convenções e acordos coletivos são generosos demais e que é preciso negociar de forma mais dura na data base. Os gerentes gostariam de ter mais produtividade e comprometimento. Acham que os trabalhadores não entendem a necessidade das empresas serem mais competitivas para enfrentar a concorrência externa.

Por sua vez, os trabalhadores acham os salários baixos, os benefícios insuficientes e têm sérias restrições à organização, aos processos e horários de trabalho. Querem ser mais ouvidos, reclamam da falta de informações, acham que os chefes só se lembram deles na hora de exigir mais.

Quando se examina isoladamente as posições de cada grupo, aparentemente, todos têm razão, mas a equação não fecha porque os recursos são limitados, os interesses diferentes e há pouco diálogo entre os atores sociais. Não há quem tome a iniciativa de buscar um caminho que sirva aos interesses comuns, um processo em que todos contribuam para alcançar os resultados e compartilhem os benefícios.

Se os trabalhadores são realmente tão importantes para as empresas, já passou da hora de buscar uma forma de conciliar interesses de patrões e empregados, dos gerentes e suas equipes. As empresas deveriam propor aos trabalhadores um novo contrato social, em que estes últimos entrem com produtividade e comprometimento e os patrões e gerentes retribuam com remuneração justa, respeito e participação nos resultados. Além disso, o diálogo deve ser escolhido como o meio de resolver as diferenças, contribuindo de forma decisiva para garantir a sustentabilidade dos resultados e das relações de trabalho.

(*)  José Emídio Teixeira é diretor da Associação Brasileira de Recursos Humanos – São Paulo (ABRH-SP).

Fonte: Portal da Revista Você RH.

Oportunidades de crescimento na área estão em funções mais especializadas, onde ainda há poucos profissionais qualificados e muito a se fazer no marketing das organizações.

Por Marcelo Miyashita*

Vejo grandes oportunidades de crescimento em duas frentes: a área de Marketing de Relacionamento e tudo relacionado a esse assunto; e a área de Marketing Digital e todas suas variáveis.

Essas frentes são oportunidades porque estamos numa fase onde as empresas estão estruturando essas áreas nas suas organizações. Ainda, em termos relativos, são poucas as empresa que já possuem áreas estruturadas e definidas. E mesmo nessas, ainda estão em desenvolvimento e crescimento.

Todas as empresas têm área de marketing, de produto, e de comunicação. Nem todas têm área de Marketing de Relacionamento e muito menos área de Marketing Digital. É por conta dessas oportunidades nas organizações que os profissionais antenados, que trabalham nas áreas tradicionais, buscam um update para migrar para essas novas áreas em construção. E o caminho para migrar mais rapidamente passa pela educação executiva via cursos de especialização de curta e média duração. Exatamente por serem cursos rápidos, são mais pontuais, focados e orientados à aplicabilidade.

Quais competências são essenciais para um profissional de marketing? Isso muda para o marketing digital?

As competências são as clássicas: 1) Entendimento de mercado de atuação da sua organização, das ferramentas de marketing aplicáveis, e das aspirações e necessidades dos consumidores; 2) Capacidade para planejar soluções, inovações e saídas para problemas; e 3) Habilidade para vender internamente um projeto, conseguir adesões e trabalhar a implementação e sua gestão.

No Marketing Digital isso não muda. As competências clássicas ainda são muito válidas, o que altera é o entendimento das ferramentas de Marketing Digital e suas aplicações. Por exemplo, muitas empresas já estão nas redes sociais, mas são poucas as que têm uma política de atendimento e relacionamento aos seguidores e como isso deve se integrar as ações de marketing da companhia.

O que se espera desse mercado para os próximos anos?

Só crescimento e muito mais rápido que o crescimento da área de Marketing de Relacionamento. Há 10 anos a bola da vez para o futuro era o Marketing de Relacionamento. Hoje é realidade presente e mesmo passado esse tempo todo ainda é novidade, como processos, para muitas empresas – por isso que Marketing de Relacionamento é uma oportunidade de carreira real e próxima para o profissional de agora.

E a bola da vez para o futuro é o Marketing Digital. E como se trata de mídia social e há um impacto latente e direto na reputação de marcas e empresas, tenho certeza que o crescimento dessa área como estrutura de trabalho numa organização será muito mais rápida que foi e está sendo para a área de Marketing de Relacionamento.

A tendência é essas duas frentes se estruturarem ao mesmo tempo nas empresas em geral, fazendo parte do seu organograma e abrindo muitas posições para contratação de profissionais especialistas nos dois temas. Já que há uma forte interconexão.

Em sua opinião o que é ser um jovem profissional dessa área hoje no Brasil.

Obrigatoriamente é ser um legítimo representante da geração Y. Antenado, ligado e por dentro da tecnologia, do marketing e do consumo. Para pessoas com esse perfil o entendimento das novas oportunidades da área de marketing se tornarão mais claras e objetivas.

E para o marketing digital, muda alguma coisa? Como está esse mercado?

Não muda, porque o Marketing Digital fará parte do trabalho de marketing no futuro – assim como o Marketing de Relacionamento. Não haverá marketing no futuro sem o Digital e o Relacionamento. Logo, o profissional jovem de hoje precisa já estar antenado e capacitado. Em Marketing Digital a inclusão nesse conhecimento é maior porque a própria rede é uma enorme base de informações que permite o autodidatismo sem precedentes. E isso exige cursos de educação executiva de alto nível, porque o profissional já vem com boa carga de informações. Em Marketing de Relacionamento a inclusão não é tão direta, por isso que o caminha passa, obrigatoriamente, por capacitação em educação executiva.

(*) É consultor, palestrante da Miyashita Consulting e professor de marketing de relacionamento, serviços e atendimento. Leciona na FIA, Cásper Líbero, FGV, PUC-SP e Madia.

Fonte: Portal Administradores.

Coaching propõe acompanhamento especializado para profissionais que desejam identificar carências e desenvolver competências.

Mais do que um treinamento convencional, o coaching é um programa personalizado de desenvolvimento pessoal e profissional. Um dos principais trunfos da metodologia é se valer da observação externa – de um profissional treinado para isso – que não apenas aponta carências, mas indica caminhos para eliminá-las.

Confira entrevista com o coach Jansen de Queiroz Ferreira, que tem experiência de dez anos em Coaching Executivo com empresários, executivos e jovens profissionais e desenvolveu o conceito de coaching.br, adaptado à cultura de gestão brasileira.

Qual o diferencial do coaching em relação a outras metodologias?

O acompanhamento. Treinamentos comportamentais em geral são ineficazes, pois mudanças não se dão em saltos, mas por processo evolutivo. Como temos limitações para nos autopercebermos, poucas pessoas conseguem se desenvolver sem acompanhamento. O pior erro de pessoas e organizações é o que não é percebido. Ou seja, erra-se sem saber.

Como o coaching ultrapassa esse obstáculo?

O conceito de homem de cada um determina as relações interpessoais. Afinal, se o conceito é de que somos seres racionais, espera-se o mesmo dos outros. Mas não somos eminentemente razão. O único conceito de homem que se alinha também à vida corporativa é: o homem é um indivíduo porque é único, gregário porque vive em sociedade, interdependente, eminentemente emocional, que procura agir com racionalidade. Relaciona-se totalmente com a gestão que, para mim, é arte e ciência; razão e emoção.

Qual o principal problema dos gestores brasileiros?

Os profissionais brasileiros acreditam que teoria, na prática, é outra coisa. Isso coloca em xeque o valor do estudo. Daí, transformamos a atividade profissional num jogo de azar. Sem fundamentação teórica, não há referenciais que aumentem a possibilidade de acerto.

Como o coach ataca esse problema?

Só se obtém resultado se procedimentos, normas e ferramentas estiverem fundamentados em conceitos e na cultura da organização. Antes de aplicar coach numa empresa que não acredita nas pessoas é preciso alterar sua cultura. Uma escada sempre é varrida de cima para baixo. O mesmo ocorre nas organizações. Nenhum líder é capaz de motivar, mas pode desmotivar.

Coaching é sempre baseado em erros?

Não. Os melhores clientes do coach são aqueles que menos precisam. Quem precisa rejeita o coach, pois os perdedores, ao contrário dos vencedores, não gostam que lhe apontem os erros. Os vencedores têm energia e determinação para superar obstáculos. O coaching tem como objetivo não apenas o autoconhecimento, mas também a autorrealização. Propõe construir riqueza material com riqueza moral.

Somente profissionais experientes se beneficiam do coaching?

Não. Qualquer ser humano só cresce quando se auto percebe ou recebe feedback, quando deixa de culpar os pais, a empresa ou o governo – só evolui quando percebe as carências e percebe a necessidade de autodesenvolvimento. Algumas faculdades têm implantado processos de coaching, pois a maioria dos recém-formados precisa entender que nada é mais prático do que uma boa teoria.

Em quanto tempo aparecem os resultados?

Nada acontece se o cliente não quiser. Eu não tenho o poder de fazer você querer. Se percebo que o cliente quer passar pelo processo só para colocar no currículo, suspendo as sessões. Por isso que coach tem que ser feito por alguém com certa idade, independência financeira e moral. Sem isso, o coach vai querer competir com o cara quando ele começar a fazer sucesso.

O coach ajuda a definir metas?

Ajuda o cliente a ser específico. Se eu tenho um objetivo, minha atividade de hoje tem que estar alinhada com ele. Sem objetivo, o presente determina o futuro e ele se torna incerto. Quando não se tem objetivo, faz-se qualquer coisa no presente.

Como as empresas podem se beneficiar do coach?

Quem passa pelo processo tem melhor competência interpessoal, aprende a dar e receber feedback e sabe trabalhar em equipe, pois percebe que a única maneira de diminuir a margem de erro é trabalhando em equipe.

Fonte: Portal HSM.