MUITO ALÉM DA COMPETÊNCIA TÉCNICA

06/03/2012 — Deixe um comentário

Por Adriana Gomes*

As pessoas crescem acreditando que, para ser alguém na vida, precisam ter uma profissão e dominar algum conhecimento técnico e prático aplicável. A percepção não parece clara quanto ao fato de que, na verdade, muito além da técnica, a vida profissional é uma vida de relações e isso implica no desenvolvimento de competências tais como:

• Perceber o outro, suas emoções, interesses e necessidades;
• Sensibilidade;
• Escutar o outro;
• Saber se comunicar com clareza e objetividade;
• Lidar com as diferenças;
• Saber negociar.

É fato que algumas dessas habilidades e competências estão entre as mais demandadas pelo mercado para profissionais em posição de liderança, mas são importantes para todas as pessoas. Muitos profissionais bem sucedidos trazem consigo esse repertório. Em certos casos, essas qualidades são tão intrínsecas à personalidade que fica difícil isolá-las do conjunto.

Como educadora e orientadora de carreira, percebo esses atributos como diferenciadores, mas também penso de que maneira seria possível ajudar muitos profissionais no desenvolvimento dessas habilidades, que certamente complementariam a formação técnica.
Entendo que existem profissionais mais focados em processos do que em pessoas, mas, até pensando no desempenho, investir algum tempo para refletir e agir no sentido de ser facilitador de relacionamentos transcende a relação profissional. Com pequenas atitudes, pode-se obter resultados excelentes, pois as pessoas gostam de se sentir percebidas, valorizadas, ouvidas, reconhecidas.

Em minha atividade, fico sempre surpresa ao escutar histórias de gestores truculentos, meio “ogros” e que, segundo alguns depoimentos, mantêm a equipe com terrorismo e assédio moral. Esses gestores nem se dão conta de que, na primeira oportunidade, perderão parte dos seus colaboradores, principalmente aqueles com maior potencial, que não sofrem de baixa autoestima e que têm consciência de que podem oferecer muito mais em um ambiente mais colaborativo.

É fácil perceber o que falta no outro ou mesmo reconhecer em quais aspectos o seu gestor, colega ou par poderia melhorar, mas o passo mais importante é tomar consciência dos aspectos que você precisa melhorar e/ou desenvolver para começar a fazer diferente.

(*) É coordenadora Acadêmica da área de Pessoas e do Centro de Carreiras na ESPM – Escola Superior de Propaganda e Marketing.

Fonte: Blog HSM.

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