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Confiante que o mundo não acabará em 2012, este blogueiro dará uma pausa para recarregar as baterias. Retornarei às atividades, a partir de 16/01/2012, com força total para prosseguirmos juntos em mais um ano cheio de realizações.

Desejo a todas as pessoas de bem um final de ano MARAVILHOSO e um 2012 cheio de PAZ NO CORAÇÃO e tudo que isso significa!

Um grande e caloroso abraço,

Albírio Gonçalves.

Prezados Amigos,
Que este seja um Natal de cores para cada um de vocês! Esse é o meu desejo e, para tanto, divido um texto que o Professor Paulo Fernandes de Oliveira dividiu comigo e outros muitos há alguns anos. Texto esse, inspirado na Simpatia de Natal publicada na revista DESTINO, EDIÇÃO EXTRA, 1998, Editora Globo e por ele belissimamente adaptado. Feliz Natal!

COMO NO MELHOR NATAL DE NOSSAS VIDAS…

Por Paulo Fernandes de Oliveira*

AZUL do céu e da sabedoria, que eu consiga, neste Natal, encontrar os caminhos da compreensão, concedendo o perdão a todos os que, neste ano, me feriram ou me fizeram mal… e que eu consiga também ter consciência de qualquer mal que eu haja praticado, concedendo a mim próprio o bálsamo do perdão que é, às vezes, tão difícil de se dar…

VERDE das folhas e das matas, que eu encontre na natureza a receita da saúde e da vitalidade. VERDE dos mares, VERDE das campinas, que a saúde e a vitalidade estejam também presentes em todos os viventes, para que possa reinar em cada um a esperança de um futuro mais pleno de possibilidades e realizações.

BRANCO da luz e da transfiguração, que a serenidade inunde nossos corações de emoção tranquila, e que a paz seja uma constante na minha vida, na vida dos meus, dos seus, desse universo de Deus, onde valores realmente positivos possam crescer e se multiplicar.

ROSA da beleza, doçura e harmonia. ROSA da sabedoria de Deus, que um amor infinito inunde minha alma e as almas de todas as criaturas, para que haja mais risos e sorrisos, e para que a justiça se estabeleça e se faça sempre em nome da igualdade e da bondade…

VERMELHO do fogo que purifica, do sangue que vivifica, do coração que marca o passo do viver e da natividade, que todo o negativo se coloque distante de nossas almas e de nossos pensamentos, para que possamos nos fazer instrumentos de crescimento, de desenvolvimento e de felicidade…

VIOLETA da espiritualidade, da transmutação e da modéstia, que em mim e em todos nós se faça o milagre da transformação de tudo o que é menor, de tudo o que é pior, em maior e melhor, para que haja em cada um a certeza e o sentimento de valor e de merecimento.

AMARELO do ouro e da palavra, que viva a prosperidade em todo o mundo, para que haja menos pobreza, menos fome, mais dignidade e menos dor. Que viva intensamente a palavra de um Deus de todos, de qualquer cor ou credo, desde que procure o bem. Palavra que some e não divida, que aceite e que não discrimine, que seja humilde e não de prepotência, que se coloque a serviço do aperfeiçoamento, dos ideais elevados e de sublimes sonhos.

Beleza do ARCO-ÍRIS, que nós saibamos nos aproximar um do outro, cada um com suas cores e matizes, e nos combinar de modo tão harmônico e simples como as cores que lhe fazem o existir. Para que possamos, neste e noutros grupos, guardar em algum lugar de nós, num fim que não exista, um pote cheio de todo o amor que pudermos gerar, a despeito do que de pouco e pequeno possa haver em nós. Potes cheios de boa vontade, para que possa haver paz na terra, uma paz imensa como a paz da melhor das noites de Natal de nossas vidas…

(*) Um grande mestre, uma pessoa maravilhosa e um amigo que ficou encantado no último dia 30 de novembro.

Professor de Stanford, Byron Reeves fala como empresas podem “emprestar” estratégias dos games para liderar mercados.

Muitas rotinas ligadas ao treinamento de equipes e de executivos passam a contar com ferramentas de jogos e atividades que transmitem aprendizado e geram engajamento.

Para o professor Byron Reeves, da Universidade de Stanford, os jogos e a realidade virtual muda o modo com que as pessoas e organizações pensam e interagem. Em seu livro Total Engagement: Using Games and Virtual Worlds to Change the Way People Work and Businesses Compete, o autor aponta características bem-sucedidas, que podem ser transpostas para o universo empresarial:

•    Autorrepresentação: a criação de uma identidade (desde um endereço de e-mail até algo complexo como um avatar);

•    Narrativa: quando um jogo expõe uma narrativa, o usuário se sente parte da história;

•    Feedback instantâneo: todos os jogos proporcionam feedbacks constantes, prendendo a atenção do usuário e gerando maior participação e interesse;

•    Rankings e níveis: ao contrário do mundo real, nos games as pessoas encontram a possibilidade de romper com seu status atual e atingir novas metas e posições;

•    Transparência: a meritocracia é uma constante em muitos jogos e geralmente há uma exposição clara do status, ranking e valores de cada um dos jogadores;

•    Economia: os games atuais e mundos virtuais possibilitam o uso de moedas, assim como no mundo real, porém inseridas dentro de seu próprio contexto – é o conceito da recompensa;

•    Equipes: em muitos jogos é necessário colaborar para vencer. Esse tipo de ferramenta desenvolve o trabalho em equipe e melhora interações;

•    Comunicação: os jogos de hoje permitem a troca de experiências e mensagem em múltiplos canais, gerando experiências mais engajadoras;

•    Regras: as regras nos games são claras – geralmente se sabe como ir do ponto A ao ponto B. Mas como ser promovido na sua empresa? A falta de regras claras que definam o rumo do sucesso nas organizações pode derrubar a motivação;

•    Parâmetros de tempo: os jogos definem tempos e limites para a realização de tarifas, gerando experiências marcantes.

Gamification

As estratégias de marketing ligadas aos games também geram fidelização e engajamento de clientes por meio de pontuações, rankings e “badges”, cresce a um ritmo até mesmo superior ao marketing em mídias sociais.

A consultoria M2 Research elaborou estudo onde prevê que nos Estados Unidos o mercado de marketing baseado em games irá gerar um total de US$ 100 milhões este ano, mas espera que esse total chegue à casa de US$ 2,8 bilhões até 2016.

No mesmo período, a consultoria estima que os gastos com marketing em mídias sociais passem dos atuais US$ 2 bilhões para US$ 9 bilhões.

Fonte: Portal HSM.

“Bom mesmo é ir à luta com determinação, abraçar a vida com paixão, perder com classe e vencer com ousadia, porque o mundo pertence a quem se atreve e a vida é “muito” para ser insignificante.”

Augusto Branco

Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores.

Por Marcos Morita*

O mundo corporativo já entrou em contagem regressiva, faltando menos de uma semana para as festas de final de ano. Grande parte das empresas costuma programar férias coletivas neste período, época em que quase nada se decide no campo dos negócios. Apesar do marasmo, aproveite para definir os principais objetivos a você e sua equipe para o próximo ano.

Praticamente todas as firmas utilizam metas para medir o desempenho de departamentos e colaboradores, independentemente do nível hierárquico e função. Ao topo da pirâmide temas mais abrangentes, estratégicos e de longo prazo. Já para a base, ações táticas e de curto prazo. Operacionalizá-las é função do corpo gerencial, localizados no meio da figura.

Apesar de simples, estabelecê-las esconde alguns segredos. Objetivos inalcançáveis, prazos exíguos, escopo amplo ou impossibilidade de medi-las podem desmotivar os colaboradores. Aprecio a técnica SMART, a qual menciona que as metas devem ser específicas, mensuráveis, atingíveis, realistas e tangíveis, já traduzidas para o português. Vejamos.

Específicas: aumentar o market share, reduzir a inadimplência ou penetrar um novo mercado são metas interessantes, porém muito gerais. Para torná-las menos genéricas é necessário um maior nível de detalhamento. Conquistar dois pontos de market share no mercado carioca, através da penetração na classe A da zona sul , por exemplo, seria algo bem mais específico.

Mensurável: ainda na mesma linha, é necessário medir os dois pontos de market share obtidos, sejam eles em unidades físicas, monetárias ou margens de contribuição. Caso contrário, um vendedor poderia conquistá-lo oferecendo grandes descontos, comprometendo a lucratividade.

Atingível: imagine um novo entrante no setor de bebidas, cuja meta seja obter metade do mercado da Coca-Cola. Apesar de desafiadora é na prática inatingível, mesmo que pertença a um grupo com grande poderio financeiro. O feitiço neste caso virará contra o feiticeiro, arrefecendo os ânimos dos envolvidos num curto período de tempo.

Realista: algumas multinacionais têm sofrido deste mal após 2008. Com os mercados maduros em queda, executivos globais recorrem aos emergentes para cobri-los. É comum aplicar taxas de crescimento chinesas à filiais brasileiras, ao mesmo tempo em que se solicitam margens de lucro cada vez mais elevadas. São as conhecidas metas para inglês ver.

Tangíveis: aqui entra o critério tempo, em meu ponto de vista o corolário de todos os anteriores. Um prazo muito curto pode desmotivar os envolvidos pela impossibilidade de cumprimento, enquanto sua falta pode levar a acomodação. O governo brasileiro é mestre neste quesito, aplicando-os em suas duas vertentes.

Em minha experiência pude verificar que alguns gestores têm dificuldade em utilizar o critério SMART, criando metas muito amplas, fracas ou inatingíveis, as quais não contribuem para o resultado da empresa. Sugiro que comece aplicando-o ainda neste ano, revisando as metas estabelecidas. Talvez seja um bom programa aos que ficarão de castigo, nesta época de telefones mudos.

(*) É colunista do Portal Administradores e palestrante sobre o tema estratégias empresariais. Também é mestre em administração, professor de estratégia e marketing na Universidade Mackenzie e executivo há 15 anos em multinacionais.

Fonte: http://www.administradores.com.br.

A imbatível máquina de títulos do futebol internacional mostra que sua hegemonia começa na produção de novos talentos.

Por Pablo Cardona e Borja Lleó*

Não é comum que um time de futebol concorrente de uma liga importante vença todas as seis competições que disputou em um ano. Mais incomum ainda é esse time conseguir tantos triunfos com um técnico e dez jogadores formados na própria equipe. Além de tudo, três desses jogadores foram finalistas do mais prestigiado prêmio individual do futebol mundial.

Sob qualquer ponto de vista, o Barcelona aprendeu a dominar a arte de vencer. Mas quais são os segredos desse sucesso? Como gerenciar tantos talentos? Seu modelo é sustentável? O que o clube precisa fazer para que sua filosofia e seu estilo de jogo imperem sobre os interesses individuais de cada jogador?

Garimpo

Nossa pesquisa aponta a origem desse sucesso para La Masía de Can Planes, uma antiga casa de fazenda por onde passaram mais de 500 jogadores nos últimos 30 anos. Oriol Tort, responsável pelo modelo de desenvolvimento de talentos do Barça, decidiu transformar o local numa residência para jovens promissores em 1979.

O objetivo desse projeto, pioneiro no futebol europeu, é desenvolver os jogadores como atletas e como pessoas. A preocupação é a de reunir jovens não só com talento para o esporte, mas com empenho em vencer e capacidade de trabalhar em equipe.

Para descobrir talentos, a direção da academia examina muito mais do que a capacidade física e técnica dos candidatos. Os sucessores de Tort citam os exemplos de Pep Guardiola e Carlos Puyol. Apesar de ser fisicamente fraco e lento, a inteligência de Guardiola era tão grande que superou outras considerações. Puyol, por sua vez, não parecia ser um jogador excepcional, mas seu empenho competitivo e ética de trabalho acabaram por ser decisivos.

Escolher os talentos certos é um fator-chave para o sucesso em qualquer organização. Mas como o Barça consegue atrair os melhores, ano após ano? Como consegue convencer as famílias de fora de Barcelona a deixarem seus filhos serem educados em uma escola longe de suas vistas e dos ambientes a que estão acostumados? Para isso, o prestígio de La Masía como a escola que ensina os melhores valores tem papel decisivo.

La Masía conseguiu tornar inseparáveis o desenvolvimento pessoal e a competência técnica. O preparo dos atletas se baseia em três dimensões: atlético-físico, intelectual e moral. O objetivo do clube é preparar pessoas excepcionais, com responsabilidade como alunos, hábitos saudáveis e satisfação com o tipo de vida que escolheram.

As demandas de uma carreira esportiva, as pressões diárias do trabalho em comum e a separação das famílias podem afetar a forma como esses jovens promissores se comportam. Andrés Iniesta lembra o dia em que chegou a La Masía, aos 12 anos: “Parecia que o mundo estava acabando, outra vida começando, e o impacto foi forte”. Por isso, o apoio de professores, psicólogos e outros profissionais é essencial.

O plano de desenvolvimento é simples: os treinamentos são totalmente compatíveis com o ensino acadêmico e espera-se que os alunos consigam o melhor nos estudos. Jovens que chegam de outros países merecem atenção especial. A equipe de ensino também oferece acompanhamento pessoal para ajudar os membros do grupo a planejarem suas carreiras.

Hora do jogo

No campo, os jogadores precisam adaptar-se à filosofia do clube: jogar de forma técnica e atraente. Têm que entender os princípios do sistema da equipe para serem capazes de se integrar rapidamente quando chegar a hora. Nos grupos inferiores, todos jogam o mesmo número de minutos, o que permite o amadurecimento com êxito. O espírito de competição vai sendo injetado pouco a pouco.

José Ramón Alexanco, ex-diretor-técnico das equipes jovens do Barça, explicou que alguns jogadores com grande potencial, como Bojan Krkic, podem subir mais rapidamente do que os outros. A equipe técnica do time analisa com cuidado essas decisões, pois um engano pode abalar a autoestima dos jovens e, consequentemente, seu progresso.

Um momento particularmente delicado ocorre quando os jogadores entram na categoria juvenil. Só os melhores, aqueles que têm realmente potencial para chegar ao time titular, são escolhidos. É também nesse momento que os preteridos são liberados de seus compromissos com o clube, o que sempre leva a atrativas propostas de outros times espanhóis e estrangeiros. Então, como reter os talentos? Alexanco explica: “É aí que entram em cena os valores do Barça”.

Os jovens jogadores sabem que o clube tem confiança neles e acreditam que podem chegar ao time titular. Por isso, os astros em formação estão mais dispostos a colocar suas perspectivas de carreira à frente de um salário maior em outro clube. Do ponto de vista do time, esse comprometimento é essencial. Procurar reter a qualquer preço atletas que podem mais tarde sair do clube representa assumir riscos muito altos – além do perigo de grandes prejuízos financeiros.

O século 21 trouxe a necessidade de se adotar um sistema com foco mais global em La Masía. Para recrutar talentos na América Latina, o clube resolveu abrir uma academia semelhante na Argentina, em 2007. Essa iniciativa ampliou a base de jogadores da organização e aumentou o valor de marca do Barça. A formação de um novo centro de treinamento, a Cidade dos Esportes, em Sant Joan Despí, ofereceu uma residência mais moderna aos jovens jogadores. Lá, eles recebem o máximo de cuidado e atenção, e suas rotinas de treinamento nunca são afetadas por atividades da equipe profissional.

A academia é um projeto ambicioso e pioneiro, destinado a permitir que o clube permaneça como o mais efetivo produtor de novos talentos para o futebol do mundo, garantindo que Messi, Xavi e Iniesta tenham seguidores à altura.

(*) Pablo Cardona – É professor de Gestão de Pessoas nas Organizações do IESE Business School (Espanha) / Borja Lleó – É assistente de pesquisas da mesma instituição. O IESE está entre as dez melhores escolas de negócios do mundo.

Fonte: http://www.administradores.com.br.