PENSO, LOGO EXISTO!

Nem sempre o caminho a seguir é claro, mas para encontrar a ordem em meio ao caos, é preciso perceber o que não é visível.

Administrar bem, gerindo com eficácia uma empresa, é o básico do essencial. Muitas vezes, o que uma empresa precisa é de cuidado!

Como é que eu jogo o jogo? Eis uma pergunta que precisa ser respondida antes de entrar no campo… de jogo, de batalha, de trabalho!

by Albírio Gonçalves.

COMO PROMOVER A GESTÃO DA MUDANÇA

Por Rosaneli Bach*

Falar de mudança num cenário de contínuas transformações é, no mínimo, falar do óbvio. Mas mudar nem sempre é simples e fácil. O filósofo Heráclito, há aproximadamente 500 a.C., afirmava que “Nada é permanente, exceto a mudança”. Portanto, mudar é algo é inerente à própria vida. Pessoas passam por transformações profundas na infância, adolescência, na fase adulta e ao envelhecer; e na história da humanidade, há registros de grandes mudanças e transformações organizacionais.

Qualquer ruptura com a situação atual (status quo) pode causar tensão, desconforto, desestabilização e resistência, e as pessoas não resistem à mudança pura e simplesmente. Elas resistem porque já estão habituadas à situação atual, não dispõem de informações suficientes a respeito da nova realidade ou não estão seguras. Até a situação futura chegar, haverá dúvidas, incertezas e muitas interrogações.

A resistência é, na verdade, uma forma de se proteger do desconhecido e das possíveis “perdas” – aquelas que as pessoas julgam que terão diante da nova situação. E é natural perceber uma resistência por parte dos indivíduos que não foram devidamente informados e preparados para lidar com a mudança, e notar sua opção de permanecer na zona de conforto (o que significa segurança), justamente por desconhecer os propósitos, implicações e repercussões da mudança.

Para fins de estudo e entendimento do comportamento das pessoas frente às mudanças, pesquisadores do tema costumam relacionar o comportamento que as pessoas apresentam em diferentes estágios, a saber: negação, resistência, exploração e aceitação. O transitar por essas fases varia de pessoa para pessoa, conforme o seu histórico de vida, crenças e valores, perfil pessoal e conhecimentos que dispõe sobre a proposta de mudança.

Existem muitos recursos e orientações que as pessoas podem utilizar para lidar de forma mais apropriada com a mudança. O primeiro deles é estar aberto para um olhar imparcial sobre a mudança. Outro recurso é exercitar a resiliência – a capacidade de se adaptar a ambientes complexos, adversos e caóticos com ponderação e equilíbrio, e sair cada vez mais fortalecido da situação. Já dizia Charles Darwin, naturalista britânico do século 19: “Não são as espécies mais fortes e inteligentes que sobrevivem. São aquelas que melhor se adaptam à mudança.”

Outra dica é rever nossos modelos mentais, sobretudo aqueles que nos fazem adotar comportamentos rígidos, retrógrados e inflexíveis, que acabam por inibir uma avaliação mais acurada da situação. O importante em qualquer processo de mudança é rever e repensar nossos paradigmas à luz de novos entendimentos e descobertas, conforme podemos extrair do pensamento de Marcel Proust: “O verdadeiro ato de descobrir não consiste em achar terras novas, mas em vê-las com outros olhos”.

No âmbito organizacional, fazer a gestão da mudança exige tanto boa liderança quanto seguidores comprometidos para transformar ideias em ação. Para isso, as pessoas precisam conhecer o verdadeiro propósito da mudança e entender suas razões, benefícios, desafios e oportunidades. É preciso sensibilizá-las para que compreendam a mudança e, quanto mais esclarecimentos tiverem, mais rapidamente poderão caminhar rumo ao engajamento e a adoção. Portanto, conquistar o apoio e o envolvimento das pessoas é essencial para o sucesso de um processo de mudança.

(*) É diretora de gestão de pessoas e consultora para assuntos relacionados à aprendizagem organizacional.

PENSO, LOGO EXISTO!

Conheço muitas pessoas que sabem demais, mas não sabem o suficiente, pois só conhecem conhecimentos conhecidos que não fazem a diferença!

Todo gestor deveria saber a diferença entre custos e gastos. Afinal, não adianta reduzir o primeiro sem “cuidar” do segundo!

Devemos administrar mais com o cérebro do que com o coração, o que não significa sem coração! Simples assim!

by Albírio Gonçalves.

LIDERANDO EM TEMPOS DIFÍCEIS

Não existe uma fórmula mágica para vencer obstáculos. Mas me atrevo, aqui, a apontar seis caminhos que podem ajudar os líderes a realizar mudanças positivas.

Por Howard Schultz*

Os tempos não estão fáceis para ninguém. A fragilidade da economia global, as mudanças no cenário geopolítico e as rápidas alterações observadas no comportamento do consumidor e na tecnologia são desafios constantes dos líderes em todo o mundo. Você pode ser um CEO ou o gerente de uma pequena equipe. Empreendedor ou político. Não importa a posição de liderança que exerça. O fato é que os desafios que todos enfrentamos na hora de tomar decisões vão além de superar o desempenho do último trimestre ou lançar um produto antes da concorrência. Os desafios de hoje têm a ver com a sobrevivência a longo prazo e exigem mudanças significativas na forma como as empresas funcionam.

Nossos desafios são parecidos em magnitude, mas não se assemelham em nada nos detalhes. Isto significa que não há um caminho único a seguir. Contudo, creio que há princípios que podem ajudar um líder a atravessar tempos difíceis e, mais do que sobreviver, prosperar.

1. Não abra mão de suas prioridades

Nenhuma empresa, ou líder, pode ser tudo para todas as pessoas – principalmente em tempos de crise. Nem tente. É impossível resolver uma porção de problemas ao mesmo tempo.
Prepare-se para fazer escolhas difíceis identificando tudo o que for mais crítico para o sucesso contínuo da empresa. Diga a todos quais são suas prioridades e proponha ações tangíveis que permitam a realização dessas prioridades. Dois ou três objetivos seguidos à risca terão mais força do que uma dúzia de ideias lançadas aleatoriamente.

2. Crie uma “agenda”

Mudanças disseminadas exigem entendimento igualmente disseminado do que é preciso ser feito. Centenas, se não milhares, de pessoas terão de apoiar as prioridades dos líderes a cada decisão tomada.
Para isso, as pessoas precisam de um mapa de fácil entendimento – uma visão que lhes diga em linguagem clara: “Este é o nosso objetivo, e é desta forma que pretendemos atingi-lo”. Esqueça as apresentações elaboradas em PowerPoint e se concentre em um documento curto que obrigue os líderes a formular suas prioridades com precisão. Essa “agenda” deve ser sintética o bastante para caber numa folha de papel ou ser vista de uma única vez na tela de um smartphone ou de um computador. Quanto mais acessível for o plano, mais fácil será sua execução.

3. Gerencie com emoção

Em tempos de incerteza, as pessoas ficam receosas. Elas querem muito um líder, alguém que tenha equilíbrio para lidar com seus anseios. Coloque-se no lugar do consumidor, do empregado, do cidadão ou do eleitor e veja como ele realmente se sente. Encare as coisas sob a óptica dele, só assim você terá a perspectiva necessária para chegar a soluções realistas.

4. Não se deixe levar por ideias preconcebidas

Esteja disposto a ouvir pessoas com quem você não simpatiza e prepare-se para trabalhar com elas. Nem todas as pessoas são iguais, e é fácil o líder sob pressão se livrar de gente cujas ideias ou estilos diferem do seu. Contudo, todas as opiniões são importantes, especialmente quando a sobrevivência está em risco. Além disso, resolver grandes problemas exige união estratégica.
Em vez de deixar as pessoas falando sozinhas ou criticá-las, tente entender o ponto de vista delas, tendo sempre em mente suas prioridades em geral. No meu caso, essa lição me leva de volta ao lugar onde nasci. Morar em um conjunto habitacional com mais de 100 famílias – num prédio em que havia apenas um pequeno elevador – fez com que eu aprendesse a conviver com pessoas diferentes de mim.

5. Tenha coragem de seguir por caminhos pouco conhecidos

Tempos de incerteza não são, necessariamente, tempos de evitar riscos. Há momentos em que a inovação pode tirar a empresa da estagnação. Incentive as boas ideias e tenha coragem de investir na melhor delas.
Quando começarem as críticas – e elas virão, sempre –, fique firme. Os meios de comunicação, Wall Street, especialistas e concorrentes são capazes de fazer com que até o mais confiante dos líderes reavalie a trajetória escolhida. Não dê toda essa força a eles. Embora líder algum deva descartar críticas construtivas, não abra mão da coragem que o levou às suas convicções.

6. Equilibre desempenho com consciência social

Você não pode fazer o que é certo para sua empresa em detrimento do que é certo para a sociedade. Tempos difíceis não são exclusividade das empresas: eles atingem a todos. Por isso mesmo esta é a hora de investir em projetos criativos de filantropia junto às comunidades. É dever do líder enxergar a sua corporação como fonte de mudança positiva.
Pense nestes princípios não como meios para atingir um fim e sim como uma mentalidade necessária para lidar com os desafios inevitáveis que confrontam todo líder nos bons e nos maus tempos.

(*) É fundador, presidente e executivo-chefe da Starbucks. Ele é autor do livro Onward: How Starbucks Fought For Its Life Without Losing Its Soul (Na tradução brasileira, Dedique-se de Coração – Starbucks Coffe)

Fonte: Revista Época Negócios (Editora Globo)- Edição 59 – Janeiro/2012.

ENTRE ASPAS – CASUARINA

“Às vezes o ponto de vista tem certa miopia, pois enxerga diferente do que a gente gostaria. Não é preciso por lente, nem óculos de grau, tampouco que exista somente um ponto de vista igual. O jeito é manter o respeito e ponto final.”

Casuarina